BLUES SESSION ELECTRIC BAND EM FOCO

31 janeiro, 2012
Não há um embrião da naturalidade do Blues no Brasil, do nordeste ao sul não há limitação geográfica para vibrarem os acordes do Mississipi. Talento é o que não falta.

A proposta da Blues Session Electric Band é simples - tocar onde alguém queira ouvir Blues com qualidade, contemporâneo ou tradicional.
O grupo é formado pela harmônica e voz de Daniel Granado, a guitarra incendiária de Paulo "Big Paul" Catharino, o baixo de Vinicius Dora e a bateria de Marcos Batera; e a fórmula não podia ser diferente - é Blues de primeira categoria.
A sonoridade do grupo comprova a tese de que a soma das partes é mais do que o todo, e é com essa musicalidade e energia aplicada nos improvisos que faz do quarteto um diferencial, trazendo no repertório clássicos do blues com boas pitadas jazzy e funky, mas sempre mantendo a linguagem do Blues.
Como o próprio grupo afirma - "O objetivo é criar sempre uma seqüência alegre e dançante para o público, motivando quem ainda não foi fisgado pela veia do Blues e esse é o foco - blues com qualidade, energia e muita alegria".

O grupo foi criado a partir das jams em Mogi das Cruzes, região da grande São Paulo, onde se reuniam músicos e amantes do Blues, isso no ano de 2005. Entre eles estava Daniel Granado e seu arsenal de gaitas junto com a guitarra de Paulo Catharino, o jazz bass de Paulo Balck e as baquetas de Marcos Batera, dando início ao que se tornaria a Blues Sessions Eletric Band, e assim caíram na estrada.
Em 2006 Anísio Mello Júnior assume o baixo elétrico e o grupo abriu o palco da 33º Semana Internacional de Vela, decolando em seguida para o estúdio para gravar um CD demo com cinco músicas do seu repertório e um DVD do registro de um show no Centro Cultural São Paulo.
Uma pausa do grupo e seus integrantes seguiram em projetos pessoais e em 2010 voltaram aos palcos com novo baixista, e atual, Vinicius Dora, com Daniel Granado assumindo os vocais. Fizeram uma participação de sucesso na Expomusic deste mesmo ano e gravaram o DVD intitulado Daniel Granado e Blues Session LIVE!, uma edição limitada com quatro faixas gravadas ao vivo no Ultra-Sônica Studios em SP em outubro de 2010. No repertório, uma original de Big Paul, The Funk, a clássica Hoochie Coochie Man (Willie Dixon), o funky Cissy Strut (Meters) e Chevrolet (Ed Young) que também ficou conhecida nas mãos de Robben Ford e está no seu disco The Authorized Bootleg (1998).

Daniel Granado é endorsse das harmônicas Hohner, o que torna-se um privilégio dividir essa representação ao lados de outros gigantes do instrumento como Mitch Kashmar, Darrell Mansfield, Delbert McClinton, Sugar Blue, Toots Thielemans, Kim Wilson, entre outros. E é endorsse também dos violões da série Roots da própria Hohner.
Desde que eu comecei a tocar gaita, a Hohner sempre foi uma referência de qualidade e tradição, os grandes mestres sempre usam seus instrumentos, certamente pelo timbre sem igual; é o instrumento perfeito para quem procura um grande som e durabilidade”, diz Daniel.

A guitarra de Paulo Catharino, o Big Paul, é uma das marcas do grupo, abraçado a sua amadurecida Fender Strato ou ao som mais encorpado da sua gorduchinha Ibanez, improvisando ou fazendo a base rítmica funkeada, bem ao estilo. Na sua sonoridade, o drive do pedal Shred Master Marshall, modelo bastante cobiçado nos anos 90, hoje descontinuado; e um amp valvulado Laney LC 30 II.  E Big Paul traz a musicalidade de berço - avó, mãe e tia pianistas e cantoras, aí ficou fácil definir o rumo da música como atividade principal. Se diz um influenciado pela guitarra de Hendrix e Jeff Beck sem deixar de lado o forte interesse no Jazz.

Vida longa ao Blues brasileiro.

OZ NOY : É JAZZ MAS NÃO SOA COMO

26 janeiro, 2012
"É jazz. Mas não soa como."
Assim é como o guitarrista Oz Noy descreve a sua mistura de jazz, funk, rock e blues.

Nasceu em Israel, e começou a tocar guitarra aos 13 anos tirando o som do jazz, do blues e do pop-rock. Aos 16 já figurava entre os artistas locais e logo tornou-se um dos mais requisitados músicos de estúdio, integrando uma banda local em um programa de TV no qual permaneceu por dois anos.

Residente em NY desde 1996, sua música causou impacto pela originalidade e pela forma que quebrava regras da guitarra na música instrumental com uma abordagem bem enérgica.
Teve ao seu lado no palco músicos como os bateristas Vinnie Colaiuta e Dave Weckl e os contrabaixistas Will Lee, James Genus e Reggie Washington, e foi sideman de vários outros músicos de expressão como Richard Bona, Jeff Watts, Allen Toussaint, entre outros.

Em suas composições há muitas citações, algumas próximas, o que torna algo muito curioso e chega a ser um verdadeiro exercício musical. É um declarado fã de Monk, sempre tem uma composição do mestre em seus discos.
Ha! (2004, Magna Carta Rec) foi seu primeiro lançamento e contou com as participações de Keith Carlock, Will Lee, James Genus e como convidado Mike Stern, que apresenta um belo improviso em Downside Up, bem ao seu estilo; foi um álbum muito bem recebido pela audiência, e Oz mostra sua vertente funk nos temas Say What e Hit Me, repousa na balada I Can´t Make You Love Me e um destaque para uma elétrica, quase psicodélica, versão de Blue Monk (Monk);
Oz Live (2005, Planula Records) é um registro ao vivo gravado no The Bitter End, NY; e traz Reggie Washington, James Genus, Keith Carlock e Anton Fig, e novamente apresenta forte abordagem funk-fusion, muito evidente nos temas Just Groove Me e Steroids, e um destaque para Cissy Strut (The Meters) e Misterioso (Monk);
Fuzzy (2007 Magnatude Rec) traz a bateria de Collaiuta, o baixo de Jimmy Johnson e os teclados de Jim Beard, e o disco abre forte com Which Way Is Up; traz ainda um registro bem ao estilo texano no tema título e em Intensity, e repousa na balada Sometimes It Snows in April; Monk aparece nos temas Evidence e numa versão muito particular em Epistrofunk;
Schizophrenic (2009, Magna Carta Rec) traz Will Lee, Keith Carlock, Dave Weckl, e a participação de Steve Lukather. Aqui encontramos uma impressão citada do riff de Beat It (Michael Jackson) aplicado no tema 120 Heart Beat, mas com pegada bem fusion; e destaque nas linhas bem funkeadas de Ice Pick e no tema título Schizophrenic; e uma contagiante Bug Out;

Twisted Blues Vol.1 (2011, Abstract Logix) traz vários convidados com a base de Collaiuta e Will Lee, entre eles Roscoe Beck, John Medeski, Ralph Macdonald, Eric Johnson e Allen Toussaint.
Manteve a mesma fórmula com a fusão de vários elementos, em destaque o blues texano em Whole Tone Blues e o tema título com muito recheio de efeitos. É um disco autoral com exceção de Cissy Strut (Meters), que ele já tinha gravado em Oz Live!, aqui com a identidade de Medeski no Hammond; e Monk em Trinkle Tinkle em uma elétrica versão.

Oz Noy é um guitarrista virtuoso, mas sem exibicionismo, e sua fusão de estilos é muito bem aplicada criando uma identidade musical própria. Um fã das guitarras Fender, em que ilustram seu rack - Fender '56 Custom Shop Relic Strat Black,  Fender '68 Custom Shop Relic Strat Sunburst,  Fender '68 Custom Shop Relic Strat Red, Fender '58 Custom Shop Relic Tele Sunburst.

O Guitar Player Magazine Readers Poll premiou Oz Noy em 2007 como Best Guitar Riff on a Record e em 2008 como Best New Talent.


oznoy.com

MORRE ETTA JAMES

20 janeiro, 2012
Etta James, a poderosa voz por tras de At Last, morre aos 73 anos
New York Times, 20 de janeiro de 2012
por Peter Keepnews

foto : Etta James no estúdio em Chicago com o fundador da Chess Records Phil Chess, a esquerda, e o produtor Ralph Bass, em 1960.

(tradução livre)
A reportagem original voce lê aqui :
http://www.nytimes.com/2012/01/21/arts/music/etta-james-singer-dies-at-73.html?_r=1&hp

Etta James, cuja poderosa, versátil e emocionalmente voz podia empolgar o mais vulgar blues, assim como as canções mais sutis de amor, a maioria de forma indelével como seu famoso tema At Last, morreu na manhã desta sexta-feira em Riverside, Califórnia. Etta James tinha 73 anos.
Seu produtor, Lupe De Leon, disse que a causa foi decorrida de complicações da leucemia. Etta James morreu no Riverside Comunity Hospital, onde estava submetida a tratamento intensivo. Ela morava em Riverside.

Não era fácil classificar a música de Etta James, frequentemente referida como uma cantora de rhythm & blues, e foi assim que ela fez seu nome na década de 50 com discos como Good Rockin' Daddy.
Seu nome figura no Rock and Roll Hall of Fame e Blues Hall of Fame.
Etta sentia-se confortavel cantando temas mais pop, como fez em 1961 com At Last, canção escrita em 1941 e originalmente gravada pela orquestra de Glenn Miller. E entre os seus quatro prêmios Grammy, incluindo o Lifetime Achievement em 2003, destaca-se o de melhor desempenho vocal na categoria Jazz que ela ganhou em 1995 para o álbum Lady Mistério: Songs of Billie Holiday.
Independentemente de estilo, ela era admirada. Expressando um sentimento comum, Jon Pareles, do The New York Times, escreveu em 1990 que ela tinha "uma das grandes vozes da música popular norte-americana, com uma gama enorme, uma multiplicidade de tons e intensidade."
Por todas as suas realizações, Etta James teve uma carreira de altos e baixo principalmente por causa de problemas com drogas. Tornou-se usuária de heroína na década de 60 e após superar esse vício na década de 70 começou a usar cocaína. Ela descreveu sua luta contra o vício e sua reabilitação em sua autobiografia, Rage to Survive, escrita com David Ritz em 1995.

Etta James nasceu em Jamesetta Hawkins, Los Angeles, em 25 de janeiro de 1938. Sua mãe, Dorothy Hawkins, tinha 14 anos na época e Etta foi abandonada pelo pai, de quem nunca soube ao certo quem era, embora sua mãe a lembrava dizendo-lhe que ele era um jogador de polo chamado Rudolf Wanderone, mais conhecido como Minnesota Fats. Acabou criada por pais adotivos e se mudou para San Francisco com sua mãe quando ela tinha 12 anos.
Etta começou a cantar na Igreja Batista de St. Paul, Los Angeles, aos 5 anos e resolveu tornar-se cantora de verdade ainda adolescente formando um grupo vocal com mais dois amigos. Aos 15 anos gravou seu primeiro disco, Roll With Me Henry, onde compôs a letra para a melodia de Work With Me Annie, de Hank Ballard & Midnighters, um hit da época. Quando alguns DJs se queixaram de que o título tinha sido muito sugestivo, o nome foi mudado para The Wallflower, embora o registro em si não ter sido.
O tema subiu para número dois na parada rhythm & blues em 1954. Era frequente naquela época um tema gravado por artista negro ser logo gravado um cantor branco e assim o foi com o tema de Etta, cujo título da canção foi mudado para Dance With Me tornando-se um hit pop em 1995. Seu sucesso não foi uma notícia totalmente ruim para Etta James, ela compartilhou os royalties da composição com Johnny Otis, quem tinha arranjado sua sessão de gravação.

Em 1960, Etta James assina com a Chess Records, a gravadora de Chicago que foi a casa de Chuck Berry, Muddy Waters e outros gigantes da música negra. Ela rapidamente teve uma série de hits, incluindo All I Could Do Was Cry, Trust in Me e At Last, e Chess a tinha como sua grande e primeira estrela mulher.
Ela permaneceu na Chess Records até a década de 70. Etta reapareceu nas paradas depois de uma longa ausência em 1967 com o funky e alto astral Tell Mama. No final dos anos 70 e início dos anos 80, ela abria os concertos para os Rolling Stones.
Após décadas de turnê, gravações por várias gravadoras e mantendo-se reservada ao público, Etta James volta ao noticiário em 2009 depois que Beyoncé Knowles gravou sua versão para At Last, com imensa proximidade da originalmente gravada por Etta.
Beyonce interpretou Etta James no filme Cadillac Records (2008), um filme sobre a história da Chess Records, além de interpretar a canção na festa de posse do presidente Obama em Washington.
Quando o filme foi lançado, Etta James gostou do seu retrato feito por Beyonce, mas em fevereiro de 2009, referindo-se especificamente a performance de Beyonce em Washington, ela disse : "Eu não suporto Beyoncé", e ameaçou processa-la por ter cantado At Last. Depois disse que estava só brincando, mas o seu desejo é que ela queria mesmo ter sido a convidada para cantar a canção para o novo presidente.

Etta James era casada com Artis Mills e tinha dois filhos, Donto e Sametto James, e quatro netos.
Apesar dos problemas ao longo de toda a sua vida, seu marido e filhos travaram em uma batalha sobre sua vida que foi resolvida em favor do marido, algumas semanas antes de sua morte Etta James disse que queria que sua música transcendesse infelicidade vez de refleti-la.
"Muita gente acha que o blues é deprimente, mas isso não é o blues que estou cantando. Quando estou cantando blues, eu estou cantando vida", disse ela ao jornal Los Angeles Times em 1992.
Pessoas que não toleram ouvir o blues, tornam-se pretensiosas.

U2 POR STEVE JOBS

17 janeiro, 2012
Bono, vocalista do U2, era um admirador da força do marketing da Apple. A banda já tinha se consolidado no cenário musical em todo o planeta, mas em 2004 ele queria impulsionar de outra maneira a imagem da banda.
Um novo disco estava para ser lançado e havia um tema que The Edge afirmara ser "a mãe de todas as canções de rock". Tentando encontrar um meio de alavancar a idéia, Bono telefonou para Jobs - "Eu queria algo específico da Apple", disse Bono. A música era Vertigo e tinha um riff de guitarra agressivo que ele sabia que era contagiante, mas somente se as pessoas fossem expostas a ele muitas e muitas vezes. Assim, Bono foi visitar Jobs em sua casa e fez uma proposta incomum, contradizendo a própria história do U2, que rejeitava ofertas milionárias para aparecer em comerciais.
A idéia de Bono era que Jobs usasse o U2 em um anúncio do iPod de graça ou pelo menos como parte de um pacote de benefício mútuo. Para Jobs, a verdade é que a banda estava sendo roubada pelos downloads gratuitos e eles gostavam do que estava sendo feito com o iTunes, e pensaram que poderiam promovê-lo para um público mais jovem. E Bono não queria apenas a música no comercial, mas toda a banda. 
O inusitado era que qualquer outro presidente de empresa teria feito tudo para ter o U2 em um anúncio comercial, mas Jobs recuou afirmando que a Apple não tinha pessoas reconhecíveis nas propagandas do iPod, apenas silhuetas. Nesta época, o anúncio com Bob Dylan ainda não tinha sido feito.
Mas Jobs considerou estudar a idéia e Bono deixou uma cópia do CD para Jobs ouvir - "era a única pessoa fora da banda que tinha o disco", lembrou Bono.
Reuniões se sucederam ao longo de um tempo, e a verdade é que Bono queria uma versão personalizada do iPod, diferentemente dos aparelhos brancos comuns, queria um iPod preto.
Depois de conversas informais entre Bono, o agente de publicidade e a equipe de design, todos fãs do U2, criou-se uma maquete de um iPod preto com um anel de clique vermelho, como Bono desejava e que combinava com a capa do disco How to dismantle an atomic bomb.
Bono ficou enlouquecido quando viu o protótipo e o negócio foi fechado.

A apresentação do produto por Jobs, como sempre enigmática, foi em um teatro em San Jose, California, e Bono e The Edge juntaram-se a ele no palco. O disco vendeu 840 mil cópias na primeira semana e estreou como número 1 na parada da Billboard. 

O notável nesta história é o fato de que a associação com uma empresa de informática e eletrônica foi o melhor caminho para uma banda de Rock parecer descolada e atrair a juventude.
Sempre Steve Jobs, gênio e inovador !

História narrada em sua biografia Steve Jobs por Walter Isaacson.

BLUES MUSIC AWARDS 2012

15 janeiro, 2012
A premiação do Blues Music Awards é reconhecida como a mais alta honra dada ao artista de Blues na América. É uma realização da Blues Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada para promover o Blues e que chega em sua edição 33 cuja celebração será em 10 de maio no Cook Convention Center em Memphis, Tennessee.

Já foram divulgadas as nomeações para a premiação da edição de 2012 e o processo de eleição reune pessoas interessadas pelo Blues que incluem programadores de rádio, fotógrafos, ouvintes que participaram de shows e festivais e outros que se entreteram com as novidades durante o ano.
Os nomeados são escolhidos pelos membros da Blues Foundation e é premissa que todos estejam envolvidos diretamente com o Blues, muitos são dos EUA mas há nomeações de artistas do Canadá, Europa e America Central.
São 26 categorias e os artistas podem ser indicados para mais de uma e a votação segue até março.


Seguem as nomeações, por categoria -

Acoustic Album
Brand New Eyes - Doug MacLeod;
Conversations in Blue - David Maxwell & Otis Spann;
Misery Loves Company- Mary Flower;
Shake 'Em on Down - Rory Block;
Troubadour Live - Eric Bibb

Acoustic Artist
David MaxwellDoug MacLeodEric Bibb; Guy DavisMary FlowerRory Block

Album of the Year
Chicago Blues A Living History the (R)evolution ContinuesBilly Boy Arnold, John Primer, Billy Branch, Lurrie Bell, Carlos Johnson;
Evening - Sugar Ray & the Bluetones;
Medicine - Tab Benoit;
Revelator - Tedeschi Trucks Band;
Rock and a Hard Place - Eugene Hideaway Bridges;
The Lord is Waiting and the Devil is Too - Johnny Sansone

B.B. King Entertainer
Candye Kane; Lil' Ed; Ruthie FosterTab BenoitTommy Castro

Band
Lil Ed & the Blues Imperials;
Sugar Ray & the Bluetones;
Tedeschi Trucks Band;
The Bo-Keys;
Tommy Castro Band;
Trampled Under Foot

Best New Artist Debut
Bad Girl - Demetria Taylor;
Choice Cuts - Big Pete;
Leave The Light On - Sena Ehrhardt;
Runaway - Samantha Fish;
The Mighty Mojo Prophets - The Mighty Mojo Prophets

Contemporary Blues Album
Don't Explain - Beth Hart & Joe Bonamassa;
Medicine - Tab Benoit;
The Lord is Waiting and the Devil is Too - Johnny Sansone;
The Skinny - Ian Siegal & the Youngest Sons;
Tommy Castro Presents The Legendary Rhythm & Blues Revue Live!;
Unconditional - Ana Popovic

Contemporary Blues Female Artist
Ana PopovicBettye LaVetteCandye Kane; Janiva MagnessSusan Tedeschi

Contemporary Blues Male Artist
Joe Louis WalkerJohnny SansoneJP Soars; Tab BenoitTommy Castro

DVD
Live At Antone's - Ruthie Foster (Blue Corn);
All Jams on Deck Various Artists (Legendary Rhythm & Blues Cruise & Mug-Shot Productions);
An Evening at Trasimeno Lake - Ana Popovic (ArtisteXclusive);
Live at Montreux 2010 - Gary Moore (Eagle Rock);
Play the Blues - Wynton Marsalis & Eric Clapton (Rhino);
The Emporium to the Orpheum - Trampled Under Foot (Redwood)

Gibson Guitar Award
Derek TrucksDuke RobillardKirk FletcherLurrie BellMichael Burks

Historical Album
Bear Family Texas Flyer 1974-76 (Freddie King)
Chess Smokestack Lightning, The Complete Chess Masters 1951-1960 (Howlin' Wolf)
Delmark Hoodoo Man Blues (Junior Wells Chicago Blues Band with Buddy Guy)
Electro-Fi Teardrops Are Falling Live in 1983 (George "Harmonica" Smith)
Virgin The Essential Modern Records Collection (Etta James)

Instrumentalist-Bass
Biscuit MillerDanielle SchnebelenLarry Taylor; Michael "Mudcat" WardPatrick Rynn

Instrumentalist-Drums
Chris LaytonJimi BottKenny SmithRobb StupkaStanton MooreTony Braunagel

Instrumentalist-Harmonica
Charlie Musselwhite; Kim WilsonLazy LesterRick EstrinSugar Ray Norcia

Instrumentalist-Horn
Al BasileDoug JamesKeith CrossanSax GordonTerry Hanck

Instrumentalist-Other
Ben Prestage, diddley bow
Lionel Young, violin
Otis Taylor, banjo
Rich Del Grosso, mandolin
Sonny Rhodes, lap steel guitar

Koko Taylor Award (Traditional Blues Female)
Diunna GreenleafMaria MuldaurNora JeanRuthie FosterTracy Nelson

Pinetop Perkins Piano Player
David MaxwellEden BrentJon Cleary; Kenny "Blues Boss" WayneMarcia BallVictor Wainwright

Rock Blues Album
2120 South Michigan Ave.- George Thorogood & the Destroyers;
Dust Bowl Joe Bonamassa;
GreyhoundMike Zito;
Man In MotionWarren Haynes;
Shiver TooSlim and the Taildraggers

Song
Appreciate What You Got Terry Hanck (Look Out! - Terry Hanck);
Back to the Blues Hadden Sayers (Hard Dollar - Hadden Sayers);
Memphis Still Got Soul Bob Trenchard & Johnny Rawls (Memphis Still Got Soul - Johnny Rawls);
Thank You for Giving Me the Blues Grady Champion, Zac Harmon & Chris Troy (Dreamin' - Grady Champion);
The Lord is Waiting, the Devil is Too Johnny Sansone (The Lord is Waiting and the Devil is Too - Johnny Sansone)
The Older I Get the Better I Was Joe Shelton (The Older I Get the Better I Was - Big Joe Shelton)

Soul Blues Album
Dreamin' - Grady Champion;
Got to Get Back! - The Bo-Keys;
Memphis Still Got Soul - Johnny Rawls;
Rock and a Hard Place - Eugene Hideaway Bridges;
Show You A Good Time - Bobby Rush

Soul Blues Female Artist
Alexis P. SuterDenise LaSalle; Jackie JohnsonSharrie WilliamsSista Monica Parker

Soul Blues Male Artist
Bobby RushCurtis SalgadoEugene Hideaway BridgesJohnny Rawls; Otis Clay

Traditional Blues Album
Chicago Blues A Living History the (R)evolution Continues - Billy Boy Arnold, John Primer, Billy Branch, Lurrie Bell, Carlos Johnson;
Evening - Sugar Ray & the Bluetones;
Trying To Hold On - Diunna Greenleaf;
Victim Of The Blues - Tracy Nelson;
You Better Listen - Lazy Lester

Traditional Blues Male Artist
Charlie MusselwhiteJohn PrimerLazy LesterMac ArnoldMagic Slim

GUARAMIRANGA JAZZ & BLUES 2012

13 janeiro, 2012
divulgação

Mais uma edição do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, cidade serrana de Fortaleza, que acontecerá durante o Carnaval entre os dias 18 a 21 de fevereiro e após a pausa da quarta-feira de cinzas desce a serra para mais shows na capital entre nos dias 24 a 25 e em Sobral no dia 25.

Guaramiranga localiza-se a uma distância de 110km da capital, uma área de proteção ambiental do Maciço de Baturité, com cachoeiras e a beleza da flora característica da Mata Atlântica. Fica a 865 metros acima do nível do mar, com temperatura amena que pode chegar a 15º. É uma pequena cidade de veraneio que mantêm uma forte tradição artística e cultural.

E o pré festival começa em 18 de janeiro e vai até até 17 de fevereiro no evento intitulado Na Trilha do Jazz & Blues que acontecerá em diversos palcos de Fortaleza - Café Pagliúca, Degusti Bar & Restaurante, Bar Altas Horas, Butiquim, Barril 85 e L’ô Restaurante.

A 13ª edição do Festival Jazz & Blues terá como atrações: Omar Puente (Cuba), Jaques Morelenbaum e o Cello Samba Trio (RJ), o pianista Gadi Lehavi (Israel) com Ravi Coltrane (EUA), Yamandu Costa (RS), Roberto Taufic e Eduardo Taufic (RN), Atiba Taylor (EUA) com Artur Menezes (CE), Gabriel Grossi (SP), Cainã Cavalcante (CE), Grupo Solar com Tatiana Parra (SP), Marco Lobo (BA/RJ) e Puro Malte (CE).

Os shows em Guaramiranga acontecerão na Cidade Jazz & Blues, espaço criado na edição anterior especialmente para receber com mais espaço, conforto e segurança os artistas e o público do Festival. É uma estrutura de 1.500m2, dos quais, 850 de área coberta, que conta também com uma praça de alimentação. A Cidade Jazz & Blues será erguida na rua principal, no espaço do campo de futebol, mesmo local da edição de 2011. É lá que vão acontecer os ensaios abertos às 16h, os shows das 17h e das 21h, além das Jam Sessions, que vão até às 3h da manhã.
Outros espaços também receberão atividades do Festival - na Praça do Teatro Rachel de Queiroz, a principal da cidade, haverá às 15h o Café no Tom, que é o momento de um bate-papo com uma das atrações do festival e em outros locais haverá oficinas e cine clube.

E o cantor, compositor e arranjador Danilo Caymmi fará dois shows gratuitos em Fortaleza após o carnaval.

Programação –


Guaramiranga, Cidade Jazz & Blues
18 de fevereiro, sábado
15h Praça do Teatro Rachel de Queiroz : Café no Tom com Artur Menezes
16h Cidade Jazz & Blues, Ensaio Aberto : Omar Puente (Cuba)
17h Cidade Jazz & Blues, Toca Jazz : Alunos de Marco Lobo
Show ao Pôr do Sol com Roberto Taufic e Eduardo Taufic
21h Cidade Jazz & Blues : Gabriel GrossiOmar Puente (Cuba) (Ingresso: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia)
0h às 3hs Jam Session, Casa do Blues : De Blues em Quando

19 de fevereiro, domingo
15h Praça do Teatro Rachel de Queiroz : Café no Tom com Marco Lobo
16h Cidade Jazz & Blues, Ensaio Aberto : Atiba Taylor (EUA)
17h Cidade Jazz & Blues,Toca Jazz : Alunos de Eduardo Taufic e Henri Greindl
Show ao Pôr do Sol com Marco Lobo
21h Cidade Jazz & Blues Puro MalteAtiba Taylor (EUA) com Artur Menezes (Ingresso: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia)
0h às 3hs Jam Session, Casa do Blues : Felipe Casaux

20 de fevereiro, segunda-feira
15h Praça do Teatro Rachel de Queiroz : Café no Tom com Jaques Morelenbaum
16h Cidade Jazz & Blues, Ensaio Aberto : Gadi Lehavi Trio (Israel) convida Ravi Coltrane (EUA)
17h Cidade Jazz & Blues,Toca Jazz: Alunos de Cainã Cavalcante
Show ao Pôr do Sol com The L.X.G. (Filadélfia)
21h Cidade Jazz & Blues : Jaques Morelenbaum e Cello Samba TrioGadi Lehavi Trio (Israel) convida Ravi Coltrane (EUA) (Ingresso: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia)
0h às 3hs Jam Session, Casa do Blues : Blues Label

21 de fevereiro, terça-feira
15h: Praça do Teatro Rachel de Queiroz : Café no Tom com Henri Greindl (Bélgica)
16h Cidade Jazz & Blues, Ensaio Aberto : Yamandú Costa
17h Cidade Jazz & Blues, Toca Jazz : Alunos de Miquéias dos Santos
Show ao Pôr do Sol com Cainã Cavalcante
21h Cidade Jazz & Blues Grupo Solar com Tatiana ParraYamandú Costa (Ingresso: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia)
0h às 3hs Jam Session, Casa do Blues : Banda Casa do Blues

E o Jazz na Hora Incerta, em todos os dias apresentações nas ruas e praças de Guaramiranga em horários indeterminados.

Pós Carnaval em Fortaleza : 
24 de fevereiro, sexta-feira
Cuca Che Guevara, 19:30h, Danilo Caymmi
Teatro do Shopping Via Sul,  21h Gadi Lehavi Trio (Israel) convida Ravi Coltrane (EUA)

25 de fevereiro, sábado
Teatro do Shopping Via Sul,  21h, Omar Puente (Cuba)

26 de fevereiro, domingo
Anfiteatro Flávio Ponte (na Volta da Jurema), 19h, Danilo Caymmi

Pós Carnaval em Sobral : Teatro São João
25 de fevereiro, sábado, 21h Gadi Lehavi Trio (Israel) convida Ravi Coltrane (EUA)

A realização é da Via de Comunicação e Cultura.
Mais informações em http://www.jazzeblues.com.br/

ELAS : LAURIE MORVAN

11 janeiro, 2012
Laurie Morvan cresceu cercada de todo tipo de música. Seu padrasto, a quem Laurie considera seu verdadeiro pai, era um fã ardoroso da música country e sua mãe ouvia o lado mais soft do rock e pop. Herança musical absorvida mas sentiu falta do Blues e mesmo morando a menos de 1 hora de Chicago era completamente leiga sobre a forma musical que um dia viria a ser sua própria existência.
Na escola tocou flauta e bateria e sua melhor amiga tinha um violão com o qual ela começou a tocar, compondo sua primeira canção após aprender somente três acordes. Aos 18 anos, partiu para a Universidade de Illinois para graduar-se em engenharia elétrica e atendeu ao chamado do Instituto de Aviação para obter a licença de piloto. Em seu segundo ano na universidade, foi ficando sem dinheiro e, sentindo falta da prática de esportes, entrou para a equipe de volley e ganhou o campeonato escolar, ganhando bolsa e arrumando um meio de pagar os estudos. Sempre levava o violão nas excursões da equipe, tocando e cantando nas esperas de embarque e entre os jogos.
Laurie acabou comprando uma guitarra, uma bela Les Paul Custom branca, que anos mais tarde teve que ser vendida para obter dinheiro para se manter e retornar para casa. Laurie lamenta-se até hoje e tem uma imensa saudade desta guitarra.
Após graduar-se, Laurie arrumou emprego numa empresa área e mudou-se para Los Angeles ao mesmo tempo que entrou para uma banda de rock cover fazendo guitarra base e vocal, mas não demorou muito tempo para assumir a guitarra principal e começou a praticar mais, horas e horas, fascinada pela instrumento. Foi então que ela adquiriu sua primeira Stratocaster, lembra ela – “... era vermelha, brilhante e sexy”.
Rapidamente largou seu emprego de engenheira para nunca mais retornar e juntou-se a banda para cair na estrada já como guitarrista principal e vocalista, rodando pela California e Nevada tocando cinco noites por semana em clubes, cassinos e hotéis. Laurie estava voraz com a guitarra, desenvolvendo seu próprio estilo e navegando em um som voltado ao blues-rock e southern rock.
Daí foi apresentada ao som de Stevie Ray Vaughan, e sua vida mudou! Ao mesmo tempo imergiu na história do blues que ela não conhecia, um novo universo para ela.
Laurie amadureu como guitarrista, se sentia completa com a guitarra e começou a pensar em gravar sua própria música, porém viu que o custo para gravar era alto e iria exigir algum sacrifício para obter recursos para este fim e como também tinha certificação em matemática aplicada começou a lecionar para ganhar mais dinheiro.

Cinco discos gravados - Breathe Deep (2011),  Fire It Up! (2009), Cures What Ails Ya (2007), Find My Way Home (2004) e Out Of The Woods (1997), todos pela Screaming Lizard Records.
Mas o reconhecimento veio com o terceiro disco - Cures What Ails Ya - que foi finalista (top 5) pela Blues Foundation Award na categoria Best Self-Produced. Após este trabalho, Laurie delegou o trabalho de produção a Steve Savage (Elvin Bishop, Robert Cray) na criação de seu próximo disco Fire It Up! onde ela compôs todas as músicas e que lhe deu o prêmio de Best Self-Produced no mesmo Blues Foundation Award na edição de 2010, sendo destaque também na edição de nov-dez da Blues Revue deste mesmo ano quando uma matéria lhe deu o título de “uma poderosa mulher que toca Blues”.

lauriemorvan.com/


Laurie Morvan Band on Myspace

BLACK COUNTRY COMMUNION : UM GRUPO DE CAMARADAS, UMA COMUNHÃO DE ALMAS

04 janeiro, 2012
"Há quatro forças elementares no universo e elas não poderiam estar juntas por acidente", assim definiu Kevin Shirley, produtor do Black Country Communion, grupo que hoje é um exemplo de como se fazer o melhor hard rock.

Quem diria que eu voltaria a ouvir com entusiasmo o som que fez a minha cabeça na adolescência, e o culpado desta virada de mesa é Joe Bonamassa, o guitarrista mais completo do blues-rock da atualidade que compõem a formação do Black Country Communion ao lado do baixo de Glenn Hughes, a bateria de Jason Bonham e os teclados de Derek Sherinian. É a soma da melhor guitarra com um Purple de verdade, o filho de um Zeppelin e um tecladista da vanguarda do rock membro do Dream Theather e o resultado não podia ser diferente - o melhor, disparado, registro do hard rock dos últimos tempos.

Black Country é a denominação de um área limítrofe em West Midlands, Inglaterra, e foi uma região predominante na epoca da revolução industrial no século 19 e onde nasceram Glenn Hughes e Jason Bonham, daí surgiu o nome da banda. E do encontro de Hughes e Bonamassa selou-se uma forte amizade em encontros que se realizaram por diversas vezes no estúdio de Hughes para simplesmente fazerem jams e trocar idéias, o que acabou transformando-se neste super grupo. Hughes ainda conta que conheceu Derek Sherinian aqui no Brasil, em São Paulo, quando ambos os grupos tocaram no Monsters of Rock no final dos anos 90.

Live Over Europe consolida em DVD a turnê realizada no verão de 2011 pela Europa, fruto do trabalho dos dois albuns da banda - Black Country Communion e Black Country Communion 2. Em dois discos, o disco 1 com a apresentação em vários palcos da Europa e o disco 2 com os bastidores, entrevistas e fotos do grupo ao longo da turnê. Um registro obrigatório!
É evidente a liderança de Glenn Hughes, que assume os vocais em quase todos os temas. Bonamassa toma a frente dos vocais em The Battle, abraçado a sua guitarra Music Man Custom de dois braços em 6 e 12 cordas, e The Ballad of John Henry, tema título de seu album de 2010 e aqui com uma pegada mais hard fazendo uso de efeitos e do slide acomodado pela cama dos teclados de Sherinian.


"Não queremos mudar o mundo, queremos nos divertir e trazer o rock´n´roll de volta", disse Glenn Hughes.


Bonamassa ainda divide os vocais em Song of Yesterday, outro ponto alto da apresentação onde realiza um espetacular solo. E nos conta - "... minha vida inteira sempre foi a guitarra".
Sem dúvida nenhuma, é "O" cara!
I Can See Your Spirit nos leva a uma viagem em uma onda bem Zeppelin e aqui o dono da festa é Bonham;  Sista Jane é outro tema de impacto com Bonamassa dividindo os vocais com Hughes com uma estonteante citação de Won´t Get Fooled Again do The Who, com destaque para os teclados de Sherinian. Alias, várias citações ao longo dos solos de Bonamassa. E para finalizar a apresentação um clássico dos clássicos - Burn, do Purple.