STORMY TUESDAYS COMEMORA 1 ANO DE BLUES

31 março, 2012
"call it stormy monday, but tuesday is just as bad", a canção escrita por T-Bone Walker serve de inspiração, mas a verdade é que as terças-feiras não são mais ruins. 

1 ano do Projeto Stormy Tuesday, tem que comemorar!

O projeto, idealizado por José Milton, Renato Abdalla e Marcelo Pera, tinha a intenção de promover um evento de Blues no Rio de Janeiro, tão carente de opções no estilo.
E a idéia deu tão certo que tornou-se uma referência e já é parte do mapa cultural da cidade, sempre nas terças-feiras uma jam de Blues da melhor qualidade no berço da boemia carioca, na Lapa.
O espaço para acomodar o evento, Lapa Café, já era palco para outros shows e incluiu o projeto na programação da casa, que tem na especialidade um vasto catálogo de cervejas.

Durante todo esse período músicos sensacionais, não só locais mas de outros estados, subiram no palco do Lapa Café para mostrar seus trabalhos sempre acompanhados pelo baixo de Cesar Lago, a guitarra de Otavio Rocha e a bateria de Beto Werther, a Stormy Tuesday Band.
O repertório é sempre recheado com standards do Blues, voce ouve Muddy Waters, Albert King, Eric Clapton, Freddie King, Howlin Wolf, BB King, e passeiam também pelo rock de Neil Young, JJ Cale e Allman Brothers além de temas autorais dos artistas que protagonizam o evento.
A guitarra blues está sempre em foco e muitíssimo bem representada.

A lista de nomes que tocaram nesse projeto é imensa - Cristiano Crochemore, Artur Menezes, Flavio Guimarães, Mauricio SahadyFelipe Cazaus, Rodica, Greg Wilson, Ivan Mariz, Marco Tomaso, Rosane Correa, Joe Manfra, Big Gilson, Charles Zanol, Kleber Dias, Jefferson Gonçalves, Alamo Leal, Claudio Bedran, Pedro Strasser, Ted McNeely, Pedro Leão, Gil EduardoUgo Perrota, entre muitos outros.
São dois sets de show sempre com um artista principal a frente da Stormy Tuesday Band, e lógico que rola uma super canja dos que aparecem para curtir o som.

E na terça-feira, 3 de abril, o evento será grandioso pela comemoração deste primeiro ano.
Vida longa ao projeto.

Lapa Café
3 de abril, terça-feira, 19:30hs
Rua Gomes Freire 457, Lapa, RJ

Som na caixa !

OS VIKINGS: LARS DANIELSSON

22 março, 2012
Os Vikings são parte de uma civilização que teve origem na região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus - Suécia, Dinamarca e Noruega. Também conhecidos como nórdicos ou normandos, estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu da atividade agrícola, do artesanato e do comércio marítimo. E a vida nos mares também marcaram os Vikings, que eram conhecidos como piratas pois saquearam e conquistaram terras entre os séculos 8 e 11 com suas embarcações conhecidas como navio-dragão, por causa do seu formato. Carregam uma rica mitologia cujas histórias envolviam lutas entre os deuses nórdicos, o principal deles Odin, o todo poderoso, e o mais popular Thor, seu filho, conhecido como o Deus do Trovão.
Guerreiros natos e com uma habilidade de navegação incrivel, circulavam pela região do Mar Báltico, pelos gelados mares do norte da Europa, pelos litorais que hoje são conhecidos como Rússia, França e Inglaterra e cruzaram o Atlantico descobrindo no caminho a Islandia e a Groelandia; e há historiadores que acreditam que foram os primeiros a desembarcar na America. A guerra era um elemento importante na formação de um Viking, exímios fabricantes de armas e que as usavam com extrema habilidade.
Eles acreditavam que os guerreiros mais valentes e mortos em combate eram levados dos campos de batalha pelas Valquírias, belas e corajosas guerreiras, e levados para o que chamavam de Salão dos Mortos, uma espécie de paraíso reservado apenas para aos mais bravos.
Inspirado por esta mitologia nórdica, o compositor alemão Richard Wagner escreveu a ópera "Die Walküre" (A Valquíria) e que tem em um dos atos a conhecida “Cavalgada das Valquírias” que abre a primeira cena do terceiro ato. O tema foi fundo musical de uma das cenas do clássico filme “Apocalipse Now” de Coppola, que retrata a Guerra do Vietnã.

Lars Danielsson
E vem da Escandinávia mais um dos deuses do contrabaixo : Lars Danielsson.
Nasceu em Gothenburg, Suécia, em 1958 e é um dos mais extraordinários contrabaixistas do cenário jazzistico, além de extrema destreza no cello, que foi seu principal instrumento quando ingressou no Music Conservatory em sua cidade natal.
Lars tem uma ampla discografia e teve em seu quarteto original, que tinha o sax de Dave Liebman, o piano de Bobo Stenson e a bateria de Jon Christensen, o seu verdadeiro playground musical onde era o compositor e arranjador e cujo grupo recebeu inúmeros prêmios por mais de vinte anos que esteve na ativa. E esse trabalho se estendeu a orquestras sinfônicas e big bands entre elas a Jazz Baltica Ensemble.

Apesar da sua música bem enraizada no jazz e na cultura clássica europeia, se diz influenciado por Hendrix, Miles, Neil Young, Stones, Marvin Gaye, James Brown e Coltrane, sem restrição de estilos e formas; e tem em Bach, nos Beatles e em Gabriel Fauré sua lista de compositores favoritos. Daí a diversidade e beleza da sua música. Trouxe para seus grupos nomes como John Abercrombie, os irmãos Brecker, John Scofield, Jack DeJohnette, Mike Stern, Billy Hart, Charles Lloyd, Ulf Wakenius, Joey Calderrazzo, entre outros.

Seu contrabaixo tem sua assinatura e explora bem o cello com uso do pizzicato, técnica de se tocar instrumentos de corda que se utilizam de arco com o uso dos dedos, o que dá uma sonoridade muito particular.
Seus últimos trabalhos trazem o excelente trio formado com o pianista Leszec Mozdzer e o percussionista Zohar Fresco, a parceria com o fantástico trombonista Nils Landreen no album The Moon, The Stars and You (2011, ACT) e seu récem lançado album solo, Liberetto (2012, ACT Music), acompanhado por  Tigran Hamasyan no piano, John Parricelli guitarra, Arve Henriksen trompete e Magnus Ostron bateria.

Em sua entrevista para a All About Jazz, Lars Danielsson conta que o nome do álbum - Liberetto - é um nome mais associado a Opera e Música Clássica do que ao Jazz. Afirma ser uma palavra sua, e que significa ter uma ligação com seu álbum intitulado "Libera Me" (ACT, 2005), em um elo e uma referência com a terminologia da música clássica.
Ainda esclarece que o álbum é uma coleção de temas individuais onde cada tema é único e soa diferente do resto, afirmando que mesmo que não haja uma conexão entre os temas, a ordem é tem relevante importância.

Sobre o grupo atual, não economiza palavras -
"Tigran é um pianista fantástico, de técnica impressionante e de muita energia quando toca, especialmente sendo tão jovem. Conheço Arve Henriksen há bastante tempo, é noruegues e mora na Suécia, nem sabia que havia se mudado para cá e o convidei para tocar em Liberetto. Parricelli trabalhou no meu último album Tarantella, é um grande guitarrista e nos encontramos durante a gravação de uma trilha sonora intitulada Silence, Night and Dreams do compositor Zbigniew Preisner. Magnus Ostrom eu encontrei após a morte de Svensson em 2008 e o convidei para tocar em meu grupo em um show na Polonia, e desde então estamos juntos, é um músico extraordinário."

Lars Danielsson quer sempre criar um diálogo entre ele e os demais músicos. A comunicação é tudo e afirma a importância de tocar com outros músicos e reagir ao que eles estão tocando. E complementa -
"A música é a única coisa que não pode parar, ou pelo menos fazer as pessoas esquecerem sobre algo e viverem o presente. Minha missão é criar um estado de espírito ou um conjunto de sentimentos aos meus ouvintes, quero criar algo que toque as pessoas e alcance seus corações".

Disse tudo!


www.lars-danielsson.com/

Leia também sobre o pianista Leszek Mozdzer -

Leszek Mozdzer

UM CONTRABAIXO ENCONTRADO NO LIXO

18 março, 2012
Imagine voce andar nas ruas de Manhattan e encontrar o corpo de um contrabaixo acústico no lixo?
Pois é, para a maioria das pessoas, talvez nem despertasse tanta curiosidade, mas para um apaixonado por música e um luthier de contrabaixo a história é surpreendente, digna de um filme.

Assim foi o que aconteceu com Paulo Gomes, uma autoridade na luteria de contrabaixo no Brasil.
A história está em seu site - www.paulogomes.com.br - e reproduzo aqui para todos.

Ele descreve a história -

abre aspas

Em julho de 2009 estavamos indo eu, minha mulher Edna e nosso filho Artur ver uma exposição de cerâmicas na rua 19 em Manhattan, NY, quando nos deparamos com um contrabaixo jogado numa caçamba de lixo !


Imediatamente subí na caçamba e dei uma boa olhada no instrumento (um John Juzek feito na Alemanha nos anos 1960) que, apesar de não ter braço, estava em boas condições. Não havia nenhuma rachadura na região da alma, nem no tampo nem no fundo.  Procurei pelo braço mas não encontrei.
Talvez seja esse o motivo de o instrumento ter sido jogado fora.

O que será que aconteceu com esse baixo antes desse dia?

Seguimos com o instrumento pelas ruas de Manhattan até o apartamento na rua 24 e algumas pessoas que passavam até tiraram fotos e riram.
Assim que cheguei no apartamento eu já tinha na cabeça tudo que faria com o instrumento. Este seria o meu contrabaixo pois, além de excelente material, ele tinha uma história. É uma história incrível!

Já estava decidido a montar o baixo com 5 cordas, usando um Dó agudo e barço regulável. Como o baixo não tinha braço eu comprei um braço Juzek original e montei usando meu sistema de braço regulável (mais informações em seu site). Esse sistema tem funcionamento perfeito e ninguém diz que há qualquer coisa diferente no instrumento. É praticamente invisível.
Após cerca de 3 meses de restauração (a qual incluiu novo verniz) o contrabaixo  ficou pronto e além de muito bonito tem sonoridade excepcional.
Desde então esse é o meu baixo e com ele venho tocando.

Acho que eu tive muita sorte em achar esse magnífico instrumento no lixo mas, como disse meu amigo Caio Martins, o baixo teve muita sorte também pois quais eram as chances de ele ser encontrado por um luthier e ainda especializado em contrabaixos ? Além disso. alguma pessoa poderia ter pego o baixo antes apenas para usar como decoração por ser uma peça "legal".
Realmente foi muita sorte dos dois lados e eu estou muito feliz com meu "novo" baixo.

O que será que pensaria o cara que jogou fora esse baixo se o visse assim lindo e tocando com essa soronidade potente e maravilhosa ?

fecha aspas

Visite o site do Paulo Gomes - www.paulogomes.com.br - tudo sobre contrabaixo, dicas, intrumentos para venda e muita informação para os amantes do instrumento e da música.

MICHEL LEME LANÇA SEU PRIMEIRO DVD

14 março, 2012
O guitarrista Michel Leme apresenta seu primeiro DVD intitulado Na Montanha.

A ideia da gravação do DVD era fazê-lo, literalmente, numa montanha, e assim foi feito em 8 de outubro de 2011 em uma localidade bem alta na cidade de São Francisco Xavier, na cidade de São Paulo.
A capa e contracapa do DVD ilustram o espírito desse trabalho, assinadas pelos artistas Cinthia Crelier e Flávio Castellan (Capi), cujas pinturas foram criadas junto com a música.
Michel chama a atenção sobre a interessante forma da arte da pintura de capa, que pode ser um cara tocando guitarra, tocando baixo ou mesmo tocando bateria, cada um multiplicado por três.
Acompanham a guitarra de Michel Leme o baixista Bruno Migotto e o baterista Bruno Tessele, como ele intitula - "Os Brunos".

Conheça sobre a história da criação deste DVD em sua página, em que Michel conta sobre esse trabalho, os bastidores e a arte da capa.

Michel Leme tem cinco discos gravados e seu álbum intitulado 5° (2010) esgotou-se no mesmo ano.
Eu conheci a guitarra de Michel Leme no disco Um Dois Trio, o primeiro registro em disco de 2002, em que participam o baixista Thiago Espirito Santo e o baterista Cuca Teixeira,
Um guitarrista amante da formação em trio, que é sempre um desafio para os guitarristas visto que não tem um instrumento harmônico como base; e ele admite sentir-se confortável com essa formação para tocar standards e seus próprios temas em que dá total liberdade a todos para construir a música naquele momento, coletivamente, o que dá uma atmosfera verdadeira de jazz.
Esse é o verdadeiro espírito do improviso, a maneira mais profunda para se encontrar com a realidade no momento em que ela acontece.



Para adquirir o DVD, envie e-mail para michel@michelleme.com
www.michelleme.com

SPOK FREVO ORQUESTRA É A CONVIDADA DE WYNTON MARSALIS

13 março, 2012
Imagine a big band de Duke Ellington no carnaval do nordeste do Brasil ?! 
Assim é como a Spok Frevo Orquestra é vista na Big Apple, uma inspiração do frevo como música de raiz e de arranjo elaborado que sai das ruas de Pernambuco para as salas de concerto cheia de virtuosismo e levadas jazzísticas sem perder o fervor das festas de rua.

A Spok Frevo parte esta semana para a primeira turnê nos EUA com primeira escala no Lincoln Center em New York no dia 15 de março. Após, seguem para Houston onde dia 16 se apresentam na Society for Performing Arts e em Miami no dia 17 no Hollywood Arts Park Experience.
E não param, dia 24 se apresentam em Austin no Texas Performing Arts e encerram a turrnê norte-americana de volta em New York no dia 29 em show em no PesiCo Theatre.

A ideia da turnê surgiu no ano passado, na turnê europeia do grupo. Wynton Marsalis, que também é diretor artístico do Lincoln Center, viu uma apresentação da SpokFrevo Orquestra e incentivou o grupo a ir tocar nos Estados Unidos, oferecendo uma data no centro cultural.
"Levar o frevo como música instrumental para grandes palcos da nação que é berço da música jazzística representa o fechamento de uma etapa dos nossos sonhos", avalia Inaldo Cavalcante de Albuquerque, o Maestro Spok, saxofonista, arranjador e diretor musical do grupo.
A turnê conta com o repertório baseado no album Passo de Anjo, com novas roupagens para clássicos de Sivuca e Levino Ferreira, além de frevos contemporâneos.

Sucesso para nossa Spok Frevo Orquestra !

JOHN ZORN E TRIO MASADA SE APRESENTA NO RJ E SP

11 março, 2012
divulgação

John Zorn e o Projeto Masada em duas apresentações no Brasil, no RJ dia 16 de março e SP no dia 17 de março.
E uma super banda o acompanha - Dave Douglas trompete, Greg Cohen contrabaixo e Joey Baron bateria.

Rio de Janeiro : 16 de março, sexta-feira
22h
Espaço Tom Jobim
(Rua Jardim Botânico 1.008, Jardim Botânico)

São Paulo : 17 de março, sábado
22h30
Cine Joia
(Praça Carlos Gomes 82, Liberdade)

Mais sobre John Zorn aqui.

MORRE BUGS HENDERSON

10 março, 2012
por Michalis Limnios 
publicado em 10 de março em http://blues.gro artigo original voce lê aqui 


Bugs Henderson, o Lone Star, o furioso guitarrista de blues-rock de pegada funky, morrreu na noite da última quinta-feira, 8 de março, decorrente de complicações de um cancer de fígado. Ele estava com 68 anos.
Henderson morreu em sua casa em Jefferson quatro dias após um show beneficente com uma série de músicos no Ballroom Palladium para levantar fundos para suas despesas médicas. Henderson não tinha seguro saúde e o custo do seu tratamento era alto. Ele não participou deste evento porquê estava sob cuidados médicos em sua casa.

Henderson nasceu em Palm Springs, California, em 1943 mas passou grande parte da sua juventude em Tyler, Texas. Mais tarde se mudou para Dallas para continuar sua carreira de músico e se tornou uma lenda do Blues. Seu desejo pelas guitarras deu-se cedo e no início dos anos 60 começou trabalhando em uma loja de discos em Tyler.
Adolescente, fugia de casa contra a vontade dos seus pais para assistir os shows nos clubs locais. Montou sua própria banda aos 16 anos junto com seu amigo Ronnie Weiss chamada Mouse and the Traps e emplacaram a primeira música, Public Execution, em 1966 e foi quando ganhou seu nome "Bugs" sobrepondo-o ao seu nome verdadeiro Buddy.

No final dos 60 ele fez sua transição de fã para músico de verdade. Como guitarrista residente do Robin Hood Studios, tocou em várias sessões demo acompanhando inúmeros artistas de country e rock.
A assinatura do seu som começou a se definir durante os anos 70 com o Blues.
"Blues era tudo que importava para mim, não me importava com nenhum outro tipo de música", disse ele.
Nesse tempo, Bug mudou-se para Dallas para se juntar no palco de um bar chamado The Cellar.
Henderson lembra - "É realmente dificil explicar aquele lugar. Era grande, um salão escuro. Tinha uma luz vermelha que acendia quando a policia estava chegando e uma outra luz quando havia brigas. As garçonetes usavam apenas sutiã e calcinha, eram três ou quatro bandas por noite e todas mostrando um trabalho original. Normalmente ia até as quatro da madrugada e não havia outro lugar ali por perto. Foi a melhor coisa que aconteceu para minha música, aprendi muito."

E Henderson saiu dos pequenos clubs para os palcos abrindo shows para Allman Brothers, B.B King e Leon Russell, ao que ele descreve como "um grande chance da sua vida".
Seu amor pelo Blues abriu espaço para o rock e seu amigo Freddie King começou a estimular Henderson a começar sua própria banda. E lançou seu primeiro disco, "At Last", em uma sucessão de mais quatorze albuns em mais de quatro décadas.
Mas o sucesso começou a arruinar sua vida no final dos 70 e ele encontrou tempo para dar uma boa olhada em sua vida e ver para onde estava indo.
"Muitas pessoas que compartilharam comigo já tinham morrido, estavam na prisão ou simplesmente se afastaram de mim. Mas com a ajuda de Deus e dos amigos, eu saí dessa", lembra Henderson.

Henderson viveu no East Texas com sua esposa Patty e a filha Zoey. "A ordem de importância na minha vida é simples : família, música e carreira. Eu não poderia ter a vida que eu tenho agora e ser um astro. Assim, não poderia brincar com as crianças. Eu não desistiria disso por nada", disse ele.
Sua mistura do blues, a habilidade do jazz, o swing, o funk e muito mais podem ser tocados nas seis cordas. E Henderson tem a habilidade de dar ao seu público um sentido da verdadeira arte musical, aplicando enorme controle sobre seu tom e conteúdo.
Tocou com muitos gigantes incluindo B.B. King, Freddie King, Eric Clapton, Ted Nugent, Roy Buchanan e James Burton. Hoje, a guitarra de Henderson está no Hard Rock Café junto aos instrumentos doados por Lee Ritenour e Chet Atkins.

"Eu digo as pessoas o tempo todo que eu sei que voce deveria parar e cheirar as rosas por toda a vida, mas no meu caso eu parei e o jardim mudou de lugar".
Bugs Henderson : 1943-2012

CURTIS SALGADO EM TURNÊ NO BRASIL

09 março, 2012
O cantor Curtis Salgado fará turnê pelo Brasil entre os dias 22 e 31 de março acompanhado pela Igor Prado Band nos palcos de São Paulo, Brasilia, Goiania e Caxias do Sul.

Um dos grandes cantores na linha soul-blues da atualidade e que também mostra destreza na harmônica.
Curtis Salgado cresceu ouvindo jazz e foi aos doze anos que despertou sua vontade de viver na música quando assistiu uma apresentação da big band de Count Basie em Eugene, Oregon, para onde havia se mudado com a família.
Participou da banda de Robert Cray com quem gravou o excelente album Who´s Been Talking e o tempo que passou ao lado de Cray garantiu-lhe o reconhecimento como cantor.
Sua amizade com John Belushi, que tornou-se um fã de Curtis após ver sua performance no palco, o inspirou como base para os Blues Brothers, cujo primeiro disco foi dedicado a Curtis.
E como já falei sobre ele aqui, Curtis Salgado é ainda um verdadeiro guerreiro. Em 2006 foi diagnosticado com cancer e teve a notícia de que teria somente alguns meses de vida, mas o apoio dos amigos e músicos levantaram fundos em um show beneficente para seu transplante e voltou aos estúdios em 2008 com lançamento do belo album Clean Getaway (Shanashie, 2008).
Curtis Salgado foi premiado em 2010 como Soul Blues Male Artist of the Year pelo Blues Music Award.

Eu assistí sua apresentação ano passado na edição do Tampa Bay Blues Festival  e garanto que é uma apresentação sensacional. Imperdivel !
E será um privilégio, a ele e a nós, ter o acompanhamento luxuoso da Igor Prado Band.
Uma pena que não vai se apresentar no RJ.

Seguem as datas -

São Paulo
22 de março, quinta-feira : SESC Ribeirão Preto (Rua Tibiriça 50, Centro)
27 de março, terça-feira : SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141)
28 de março, quarta-feira : SESC Bauru (Avenida Aureliano Cardia 6-71, Vila Cardia)

Brasilia
23 de março, sexta-feira : La Ursa (Setor Bancario Norte, Quadra 2)

Goiania
24 de março, sábado : Bolshoi Pub (Rua T-53/T-2 1140, Setor Bueno)

Caxias do Sul
31 de março, sábado : Mississippi Delta Blues Bar (Moinho da Estação)

ROSANE CORREA LEVA O BLUES AO TEATRO RIVAL NO RJ

Jornal do Brasil, 8 de março

A proposta da cantora é fazer com que o Blues  não ocupe apenas espaços alternativos, mas levá-lo também aos grandes palcos.
Para isso, a cantora Rosane Corrêa, que também assina a direção geral, faz uma única apresentação no Teatro Rival Petrobras e comemora os últimos 9 anos de estrada com sua própria banda, formada por músicos de peso: Maurício Sahady (guitarra), um dos precursores do Blues no Rio de Janeiro, Gil Eduardo (bateria), Pedro Leão (baixo) e Miguel Archanjo (piano/hammond).

O início foi com o Quarteto Quasar, de Jazz e MPB, mas foi participando de jams sessions com grupos de Blues que ela se definiu, assumindo que cantar o Blues era o que sua alma pedia. Formou uma banda, Rosane Corrêa & Crazy Dogs, e a partir daí foram muitos shows por diversos palcos do país. A carreira profissional é fruto do canto desde a infância (igreja e coral), adolescência e fase adulta, coroado pela posição de solista da Cia. Lírica da Escola de Música Villa Lobos, e da Cia. Bartalê, com dedicação total aos estudos do canto lírico para ópera e solo.

Realizar este show, no Teatro Rival Petrobras, é a concretização de um grande sonho da cantora -
Um dos palcos mais tradicionais da música, no Brasil, e espaço adequado para um show deste porte, o Rival oferece excelente acústica e um clima propício à cultura do blues", destaca.

No repertório, entre outros clássicos do blues, está Hoochie Coochie Man, composta por Willie Dixon para o amigo Muddy Water, primeiro a gravá-la, mas que ficou famosa fora do mundo do Blues com Eric Clapton. Na versão feminina, é Hoochie Coochie Gal (Girl), imortalizada na voz de Etta James, que ganhará homenagem no show. Quatro músicas de autoria da própria Rosane Corrêa estão no programa: Friendship, Something to Tell You, A Espera e A Regular Man.

Rosane Corrêa abriu a empresa Tutty Cult, elaborou diversos projetos para shows e todos já estão aprovados em leis de incentivos, os quais aguardam patrocínios. Para a cantora, é missão promover a cultura e a inclusão social pela música: seus projetos visam também a despertar o interesse dos jovens pelo estudo da música e a popularizar o blues.

Teatro Rival Petrobras
12 de março, segunda-feira, 19:30h
Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia
Tel: (21) 2240-4469
Ingressos: R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia)
Também no www.ingresso.com e pelo tel: 4003-2330

MORRE RONNIE MONTROSE

04 março, 2012
O rock está de luto.
O guitarrista Ronnie Montrose morreu ontem, 3 de março, aos 64 anos após cinco anos de luta contra um cancer de próstata.

Em seu site oficial, consta a seguinte mensagem -
"Há alguns meses, promovemos uma festa surpresa para Ronnie em comemoração dos seus 64 anos. Ele fez um discurso de improviso e nos contou que após uma longa vida cheia de alegrias e dificuldades, ele não tinha como agredecer tanto carinho. Ele se foi. Ele batalhou contra o cancer e aguentou enquanto pôde. E como era dele mesmo, escolheu sua própria saída do jeito que escolheu sua própria vida. Já sentimos sua falta, mas estamos contentes em ter compartilhado com ele enquanto podíamos."

En uma entrevista em setembro de 2011 ao North County Times, Montrose revelou que não pegava sua guitarra há dois anos após ser diagnosticado com cancer. "O cancer foi me debilitando. Eu não toquei guitarra por dois anos, mas quando eu percebi que havia uma luz no fim do tunel e estava indo para uma vida sem dor, percebi novamente que era divertido tocar. Eu bloqueei todos os meus problemas de saúde fora da minha mente. Aquilo era uma porção de minha vida. Agora, eu não posso esperar o próximo dia então eu levanto pela manhã e plugo minha guitarra. Estou aqui novamente e minha guitarra está mais forte do que nunca porque meu tesão de tocar está de volta.", disse ele.

Ronnie Montrose sempre seguiu seu coração. Ansioso em levar sua música a outro nivel, em 79 fundou o grupo Gamma, um trio que foi uma explosão de guitarra e sintetizador ancorados por uma onda bluesy.
Além dessas incursões, Montrose dedicou-se a explorar o som instrumental na guitarra em albuns marcantes como Open Fire e The Speed Of Sound. Os fãs periodicamente pediam pela sua fase original em formato power trio, mas ele não voltaria mais para o som pesado com os poderosos riffs, até que chegou o momento dele fazer isso por total convicção.

Ronnie Montrose : 1947-2012.

O matéria original voce lê aqui : http://www.americanrockscene.com/2012/03/04/ronnie-montrose-dead-at-64/

FOCUS EM TURNÊ NO BRASIL COMEMORANDO 40 ANOS DO ALBUM MOVING WAVES

divulgação

Um dos ícones do rock progressivo está de volta ao Brasil.
O grupo holandes Focus fará a turnê comemorativa dos 40 anos do clássico album Moving Waves, o qual tocará na íntegra, e lancará o décimo album de estúdio, Focus X Crossroads, que teve a participação de Ivan Lins.

Da formação original, estarão os teclados de Thijs van Leer e a bateria de Pierre van der Linden acompanhados por Menno Gootjes guitarra e Bobby Jacobs baixo.

No RJ, dia 14 de março, quarta-feira, no Teatro Rival.
Ingressos a venda na  Renaissance Discos (Rua Alcindo Guanabara 17 Sala 1508) e na bilheteria do teatro (Rua Álvaro Alvim 33, Centro).

Nas demais cidades, em março -
dia 9, BH : Esopo (Al. Flamboyant 285, Seis Pistas);
dia 10, Pouso Alegre : Teatro Municipal (Av. Doutor Lisboa 205, Centro);
dia 15, Goiânia : Bolshoi Pub (Rua T-53/T-2 1140, Setor Bueno);
dia 16, Votorantim (SP Interior) : Pedreira do Icatu (Centro);
dia 17, São Paulo : Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde 2899, Pinheiros).

OMER AVITAL LIVE AT SMALLS

01 março, 2012
O pequeno Smalls, situado no número 183 West na 10th Street em Manhattan, NY, é um espaço obrigatório para se ouvir boa música. Quem um dia já desceu aquela escadinha nunca mais se esquece daquela atmosfera que soa meio underground e um local de uma simplicidade impar mas extremamente agradavel.
Um dos melhores lugares para se ouvir um bom som na "big apple".
Tem dias que o lugar fica tão cheio que as cadeiras enfileiradas uma ao lado da outra (não há mesas) e os bancos ao longo do pequeno bar não dão conta, e as pessoas encontram espaço mesmo em pé até a escada que leva ao subsolo, esta que chega a tremer quando passa o metrô nas redondezas. E lógico que há uma bela e simpática moça que sai atras do balcão para lhe servir o conteúdo etílico que voce desfruta ao som da casa.

E no palco predomina a presença dos jovens talentos emergentes no cenário jazzístico de Manhattan, no estilo das melhores jams; e o som rola deste as seis da tarde até a madrugada com trës apresentações distintas ao longo da noite.


E numa destas noites fez-se o registro da apresentação do grupo de Omer Avital, que gerou o cd intitulado Live at Smalls, gravado nos dias 5 e 6 de abril de 2010. Omer aqui está acompanhado por Joel Frahm tenor, Avishai Cohen trompete, Jason Lindner piano e Johnathan Blake bateria.


Todas as oito composições autorais e um show arrebatador.
Abre o disco com Theme For a Brighter Future com destaque para a divisão rítmica da bateria de Blake e a marcação precisa do contrabaixo de Omer numa atmosfera bem bluesy; o lirismo de Lindner aparece na abertura de Magic Carpet ainda fazendo um belo solo bem ao estilo mainstream na segunda parte do tema; Bass Intro é um tema em contrabaixo solo de cerca de cinco minutos e mostra o virtuosismo e o porquê de Omer já se classificar como um dos gigantes no instrumento, abrindo para o tema Anthem to Life que é de uma beleza melódica ímpar suportada pelo sax de Frahm, com mais um belo solo de Omer e Lindner, um tema saudoso, quase melancólico, e que carrega uma certa aura de Manhattan; Blues for Tardy é jazz como tem que ser de fato, walking contagiante e o trompete de Avishai voando baixo, seco, preciso e com uma forte linguagem bebop seguido pelos solos de Frahm e Lindner; D-Bass é mais um tema em contrabaixo solo, cerca de sete minutos de pura improvisação; (... Just Some) Small Time Shit fecha o disco como se em ritmo de festa, com as interpretações vocais do tema título e um groove de arrepiar em andamento mais lento, e o grito de liberdade de Avishai abrindo seu belo solo.
Um disco espetacular !
Você pode adquirí-lo pelo site do Smalls, em mídia física ou digital, aqui .

Omer Avital é conhecido como o poeta do contrabaixo, título reconhecido por músicos, críticos e fãs que o consideram como um dos mais inovadores músicos de sua geração.
Nasceu na pequena cidade de Givataim, Israel, onde começou seus estudos de violáo clássico aos onze anos quando ingressou no Givataim Conservatory. Seu interesse pelo jazz veio mais tarde e resolveu focar no contrabaixo acústico tornando-se lider de um grupo de jazz na escola onde escrevia todos os arranjos. Já aos 17 anos, começou a tocar profissionalmente em grupos locais com aparições na TV e a aparecer em diversos festivais.
Após passar um período nas forças armadas israelense, tocando em sua orquestra, lógico, Omer seguiu rumo para New York em busca de um cenário de jazz mais promissor e seu talento foi logo reconhecido, tornando-se sideman de alguns gigantes como Roy Haynes, Jimmy Cobb e Al Foster e também músicos de sua geração como Mark Turner, Aaron Goldberg, Joshua Redman, Jeff Ballard, Brad Mehldau, Kurt Rosenwinkel e Peter Bernstein, entre outros.

Cinco discos em sua discografia e mais um a caminho, Suite Of The East, com as presenças de Avishai Cohen trompete, Omer Klein piano, Joel Frahm sax e Daniel Freedman bateria. E ainda é parte do Third Word Love ao lado de Avishai Cohen trompete, Yonatan Avishai piano e Daniel Freedman bateria, grupo que foi sensação aqui no Brasil no Festival de Ouro Preto.