ELAS : LISA MANN

23 agosto, 2013
Lisa Mann
Seu nome: Lisa Mann.
Seu instrumento: baixo elétrico.

Ela é de Portland, no estado americano de Oregon, e a moça é invocada, tanto como instrumentista quanto vocalista. Em 2011, foi eleita para o Hall of Fame pela Cascade Blues Association, entidade afiliada da Blues Foundation que se dedica a preservar e promover o Blues.

Influenciada por Etta James, Koko Taylor e Bonnie Rait, compõem a quase totalidade dos temas de seus dois albuns lançados - Satisfied (2012) e Lisa Mann (2010).
Seu grupo intitula-se "Really Good Band" e é formado por Jeff Knudosn na guitarra, Brian Harris no orgão e Michael Ballash bateria.

Satisfied carrega o bom blues contemporâneo, são 9 temas autorais e 4 interpretações. Traz convidados especiais como o guitarrista Lloyd Jones e os gaitistas Mitch Kasmar e Joe Powers. No repertório, as contagiantes See You Next Tuesday e o Satisfied; faz uma abordagem slow em Surrender To The Blues e Catch me When I Fall; põe um ar R&B em Always Nobody, que traz também os vocais de Lloyd Jones, Gamblin’ Virgin Mary, Doin' Alright e Don´t Touch Me, aqui com de sopros Joe McCarthy, Dan Fincher and Brad Ulrich; coloca uma roupagem pop e acústica para Have I Told You, que se transforma ao longo do tema; e um dos pontos altos do álbum, a intervenção totalmente solo de Lisa em Alone, voz e contrabaixo em perfeita sintonia.

www.lisamannmusic.com

MORRE A PIANISTA MARIAN MCPARTLAND

21 agosto, 2013
Assim fica dificil !
A pianista Marian McPartland morreu nesta terça-feira, aos 95 anos, em sua residência em Port Washington, NY.
Umas das pianistas mais populares do Jazz e apresentava um dos mais fantásticos programas de rádio chamado "Marian McPartland’s Piano Jazz", em que rolavam entrevistas e apresentações de grandes músicos e, lógico, com sua participação no piano em duos.
O programa era produzido por uma rádio pública da Carolina do Sul e foi ao ar na primeira vez em 9 de outubro de 1978. Originalmente era para ser sobre pianistas, o primeiro convidado foi Billy Taylor; mas lista foi aumentando e passou a incluir grandes vozes como Mel Tormé e Tony Bennett e instrumentistas como Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Kenny Burrell, Ray Charles, Pat Metheny, entre muitos outros e de todas as gerações.
O programa era ouvido por mais de 200 rádios ao redor do mundo e  em 1983 recebeu o prêmio Peabody Award, que reconhece o mérito em programas de rádio e TV.

Ela é uma das integrantes da foto de Art Kane de 1958, "Um grande dia no Harlem", que publiquei aqui recentemente, e ainda era uma das lendas vivas entre os 57 participantes da foto.
Nos anos 40, o crítico Leonard Feather brincava com ela dizendo que nunca teria destaque no Jazz por ela ser de origem inglesa, branca e mulher, mas para ela isso nunca foi uma brincadeira. É fato que tudo conspirava contra uma mulher para ter sucesso no meio dos músicos de Jazz nessa época, e McPartland se superou, cativou ou ouvintes com sua elegância e belos improvisos.

Margaret Marian Turner nasceu em Windsor, Inglaterra, em 1918.
Marian McPartland : 1918-2013

Ouça um programa da NPR Radio em sua homenagem -


MAIS UM GIGANTE PARTIU: CEDAR WALTON

19 agosto, 2013
Um pianista de bom gosto, elegância e um improvisador exemplar.
Assim é como a JazzTimes se refere ao pianista Cedar Walton, mais um gigante que nos deixa nesta data, aos 79 anos.

Autor de clássicos temas como Mosaic, Ugetsu e Bolivia, gravados com os Jazz Messengers de Art Blakey nos anos 60, e um dos pianistas preferidos do hard bop. Tinha como suas grandes influências o piano de Nat King Cole, Bud Powell, Monk e Art Tatum.

Cedar Anthony Walton cresceu em Dallas, Texas, e mudou-se para New York em 1955 com um único objetivo - tocar, mas foi convocado para as forças armadas e partiu para Alemanha. Na volta, integrou os grupos de Kenny Dorham, J.J. Johnson, Gigi Gryce, Art Farmer e em 59 participou do primeiro album totalmente autoral de John Coltrane, o excelente Giant Steps. Mais tarde juntou-se aos Jazz Messengers de Art Blakey ao lado de Wayne Shorter e Freddie Hubbard, grupo que permaneceu até 64, voltando a tocar com o líder no início dos anos 70. Nesta década, criou o Eastern Rebellion ao lado de Sam Jones, Clifford Jordan e Billy Higgins, grupo que manteve-se junto por um bom tempo e por onde também passaram George Coleman, Bob Berg e Curtis Fuller.
Realizou uma extensa discografia, não só como líder mas também como sideman.

Cedar Walton foi coroado como Jazz Master em 2010 pela National Endowment for the Arts, entidade independente que suporta a excelência artística, criatividade e inovação em benefício da sociedade.

Cedar Walton : 1934-2013

Ouça Cedar Walton Trio no Village Vanguard pela NPR Radio -

NA CARONA COM LARRY CORYELL

17 agosto, 2013
A música do guitarrista texano Larry Coryell definitivamente não tem fronteiras.

Uma ampla discografia em que atuou nos mais diferentes cenários, deixando sua assinatura em excelentes trabalhos desde seu primeiro registro em 1968. Seu disco "Spaces" de 1970 (Vanguard) foi um marco em sua carreira, na época acompanhado por John McLaughlin, Chick Corea, Miroslav Vitous e Billy Cobham, um super time e cujo trabalho foi recriado junto com Cobham em 1997 convidando Bireli Lagrene e Richard Bona na gravação de Spaces Revisited (Shanachie Rec).
Foi mentor do The Eleventh House, grupo fusion criado no início dos anos 70, que também tinha Randy Brecker e Alphonse Mouson.

No final dos anos 70, formou o Guitar Trio, uma onda gipsy contemporânea ao lado dos violões de Paco de Lucia e John McLaughlin. Nos anos 90 desembarcou em nossas terras para integrar o projeto Live in Bahia ao lado de Romero Lubambo, Dori Caymmi e os saudosos Nico Assumpção e Marcio Montarroyos. E ainda nessa formação de trio de violões, em 2003 integrou o Three com John Abercrombie e a nossa Badi Assad. Sem falar nas formações em power trio, destacando os registros ao lado de Mark Egan-Paul Wertico (Tricycles, 2004) ou Victor Bailey-Lenny White (Traffic, 2006); ou mesmo na onda Jazz ao lado de Kenny Barron, Buster Williams e Marvin Smith (Shining Hour, 1989) ou com Joey deFrancesco e Jimmy Cobb (Wonderful! Wonderful!, 2012); só para ilustrar alguns deles.
É inegável sua flexibilidade em fazer música.

A verdade é que o sangue jazz-rock corre forte em suas veias e o disco The Lift (2013, Wide Hive Rec) comprova que isso está mais vivo que nunca. Ao lado de Matt Montgomery baixo, Lumpy bateria e Chester Smith hammond, Coryell realiza outra verdadeira viagem sonora e não economizou o drive na sua guitarra, no melhor estilo jazz-rock. E ele sempre foi fã das archtops, sua preferida é a Gibson Super 400.
São 12 faixas que soam como uma verdadeira jam fusion, com espaço para um psicodélico blues em Arena Blues e uma velocidade intensa em The Lift, que tem na base a marcação precisa da guitarra de Coryell, no melhor estilo setentão, e o colorido do hammond de Chester Smith, que participa ainda das faixas Lafayete e Rough Cuts.
Uma outra roupagem blues aparece em Broken Blues, porém revestida com um ar mais Rock e cadenciado pelo walking de Montgomery. Espaço para uma balada em Counterweight; e em Stadium Wave mais uma vez temos como protagonista a marcação base da guitarra de Coryell.
Dois temas acústicos, Clear Skies e First Day Of Autumn, que fecha o disco.
Um show de riffs e, para os amantes da guitarra, um registro obrigatório.



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Spectrum Road Oz Noy

BONAMASSA, SEMPRE BONAMASSA: TOUR 2013

13 agosto, 2013
Joe Bonamassa no Vivo Rio

Um pouquinho de sorte é sempre bom para ganhar um convite VIP na promoção da revista Guitar Player para assistir Joe Bonamassa no Vivo Rio.
E para mim, um fã incondicional, a alegria foi imensa. É a terceira vez que o vejo ao vivo, e, como sempre, um show contagiante, afinal é o melhor guitarrista de Blues-Rock em plena atividade. Opinião particular !

Diferentemente do que estava sendo divulgado, o show não foi como no último trabalho registrado no disco Acoustic Live at Vienna, totalmente acústico, e Bonamassa trouxe sua banda base ao palco com Carmine Rojas baixo, Tal Bergman bateria e a novidade que foi a presença de Derrik Sherinian (Dream Theater e Black Country Communion) no hammond e teclados.

O show iniciou pontualmente às 8h e abriu com um set acústico, primeiramente Bonamassa solo, ao violão, com Palm Trees Helicopters And Gasoline (You & Me), no melhor ar setentão; e logo juntou-se Bergman nas tumbadoras e Derik no hammond para atacarem de Seagull (Sloe Gin), Jelly Roll (Sloe Gin), Athens to Athens (Black Rock) e Woke up Dreaming (Blues DeLuxe).
Daí pra frente a apresentação tomou outro rumo e foi um verdadeiro show com a sonoridade calorosa e envolvente da Les Paul em um set eletrizante, mostrando que o cara é realmente o número 1 nessa praia.
Dust Bowl abriu o set e Bona fez muito uso da avalanca bigsby, logo em seguida mandou Story of a Quarryman (Ballad of John Henry) numa onda bem zeppeliana. Colocou o Blues em foco e, com uma introdução narrada por Howlin Wolf, manda Who´s Been Talking em uma versão dos deuses, e a banda baixou a dinâmica para um improviso matador de Bonamassa. Mantendo a onda bluesy, Someday After a While, que gravou no album Seesaw com a cantora Beth Hart.
Largou a Les Paul e abraçou uma double-neck para atacar de Dislocated Boy (Driving Towards the Daylight), com direito a citação de Won´t Get Fooled do The Who. Delírio total !
Seguiu com Driving Towards the Daylight, Slow Train (Dust Bowl) e mandou um verdadeiro tributo a Gary Moore com Midnight Blues. Aí a casa caiu, novamente a banda baixou a dinâmica e Bonamassa acomodou o belo improviso.
E a pressão voltou com Spanish Boots (Black Rock), Song of Yesterday (Black Country Communion), Django (You & Me) e encerrou com a viajante Mountain Time. Mas a galera queria mais e Bonamassa voltou e atendeu aos pedidos - Sloe Gin e Ballad of John Henry na mais contagiante versão que já ouvi.

Bonamassa estava se sentindo à vontade, falou da alegria de estar novamente no Brasil, e principalmente no RJ, e realizou 2 horas de show, mas podia ter tocado a noite toda.
Agora é hora de começar a pixar os muros da cidade : "Bonamassa is God"

Joe Bonamassa

Mais Joe Bonamassa -

Live at Vienna Opera House Joe Bonamassa : See Saw Joe Bonamassa : Don´t Explain Black Country Communion

UM GRANDE DIA NO HARLEM

12 agosto, 2013
A Great Day in Harlem

A foto de Art Kane foi tirada às 10 horas da manhã do dia 12 de agosto de 1958, reunindo 57 músicos de Jazz no Harlem, em frente ao prédio localizado no número 17 da East 126th Street, entre a Quinta Avenida e a Madison.
Ficou conhecida como A Great Day in Harlem e é um marco da fotografia da história do Jazz.

Em 1994, Jean Bach, um produtor de rádio de New York, registrou essa história em um documentário homônimo, e foi indicado para o prêmio da Academy Award for Documentary Feature.
A foto também inspirou Steven Spilberg em seu filme "O Terminal", estrelado por Tom Hanks, uma estória cujo protagonista viaja para o América para conseguir a última assinatura dos músicos da foto, que era Benny Golson.

Hoje, dos 57 integrantes, somente 2 estão vivos - Sonny Rollins e Benny Golson.

Participam da foto (de cima para baixo, da esquerda para direita) -
Hilton Jefferson, Benny Golson, Art Farmer, Wilbur Ware, Art Blakey, Chubby Jackson , Johnny Griffin;
Dickie Wells, Buck Clayton, Taft Jordan, Zutty Singleton, Red Allen, Tyree Glenn;
Miff Molo, Sonny Greer, Jay C. Higginbotham, Jimmy Jones, Charles Mingus;
Jo Jones, Gene Krupa, Max Kaminsky, George Wettling, Bud Freeman, Pee Wee Russell, Ernie Wilkins, Buster Bailey, Osie Johnson;
Gigi Gryce, Hank Jones, Eddie Locke, Horace Silver, Luckey Roberts, Maxine Sullivan;
Jimmy Rushing, Joe Thomas, Scoville Browne, Stuff Smith, Bill Crump, Coleman Hawkins, Rudy Powell, Oscar Pettiford, Sahib Shihab, Marian McPartland, Sonny Rollins, Lawrence Brown, Mary Lou Williams, Emmett Berry, Thelonius Monk, Vic Dickenson, Milt Hinton, Lester Young, Rex Stewart, J.C. Heard, Gerry Mulligan, Roy Eldgridge, Dizzy Gillespie;
Count Basie.

A VOZ E O SWING DE CÉCILE MCLORIN SALVANT

08 agosto, 2013
Cecile Mclorin Salvant

Ela nasceu e cresceu em Miami, a mãe é francesa e o pai haitiano. A cantora Cécile McLorin Salvant começou os estudos no piano clássico aos cinco anos e logo estava cantando no Miami Choral Society.
Mudou-se em 2007 para a França, inicialmente para estudar ciência política, mas acabou iniciando o estudo de canto clássico e barroco e aprendeu sobre improvisação nas aulas com o saxofonista Jean-François Bonnel. Ampliou seu repertório vocal, começou a cantar em palcos com seu primeiro grupo e após diversas apresentações gravou, aos 19 anos, o album Cécile juntamente com o quinteto do saxofonista Bonnel.

Em 2010 despontou como a vencedora do Thelonius Monk International Jazz Vocal Competition, e ela não era só a mais jovem finalista, era também uma desconhecida com um visual bem diferente das demais participantes.

Para Cecile, Monk é uma de suas grandes influências, pela seriedade e aspecto intelectual e divertido de sua música e, mesmo crescendo ouvindo Bille Holliday, Sarah Vaughan e Dinah Washington, Monk sempre estava lá. Aos 23 anos e com repertório e estilo das grandes cantoras de Jazz, Cécile apresenta seu novo e excelente album intitulado Woman Child (Mack Avenue). E está acompanhada por um time de primeira que traz o também emergente Aaron Diehl piano, Rodney Whitaker contrabaixo, James Chirillo guitarra e Herlin Riley bateria.

No repertório, canções que foram marcadas em muitas vozes. Encontramos Bessie Smith nos temas St. Louis Gal, um Blues gravado em 1929 e aqui em duo com James Chirillo, e Baby Have Pity On Me, também intimista com Chirilo e colorida pela percussão de Riley, ambas com uma roupagem bem rústica; I Didn't Know What Time It Was nos remete às versões de Billie Holliday e Sarah Vaughan, aqui, mais uma vez, a textura blue com inspirados solos de Whitaker e Diehl.
What A Little Moonlight Can Do, que inspirou Carmen McRae, Betty Carter, Ella Fitzgerald, se introduz em forma de balada com Cécile explorando sua extensão vocal e o tema se transforma em andamento acelerado e contagiante com Diehl largando a mão.
Prelude-There's A Lull In My Life também foi gravada por Ella e é uma balada bem ao estilo, introduzida com um ar ellingtoniano pelo piano de Diehl.
O tema título, Woman Child, foi a primeira canção escrita por Cécile e mostra sua devoção pela cantora Abbey Lincoln, a quem ela atribui sua inspiração para compor. O tema é quase como uma autobiografia, em que fala sobre a arte e como ela a interpreta, na perspectiva de uma mulher adulta e de uma criança. Cécile assina também o tema Deep Dark Blue.
Mais canções do início do século 20 com Nobody, escrita por Bert Willians em 1906; John Henry, tradicional canção de trabalho, mergulhando na tradição afro-americana; Le Front Cache Su Tes Genoux, escrita em 1930 pela poeta haitiana Ida Salomon Faubert; e You Bring Out The Savage in Me, que, conforme texto do encarte do album, é a primeira interpretação gravada por uma cantora de Jazz desde seu original em 1935 por Valaida Snow.
Ainda o standard Jitterbug Waltz, que Cécile interpreta solo, ela mesmo ao piano.

"Ela tem equilibrio, elegância, alma, humor, sensualidade e inteligencia."
Wynton Marsalis  
Que bela voz e que belo disco.
Mais sobre Cécile McLorin Salvant em  www.cecilemclorinsalvant.com

MAIS UM DIZ ADEUS. MORRE GEORGE DUKE.

06 agosto, 2013
Mais um gigante que parte.
O tecladista George Duke morreu aos 67 anos. Ele estava internado no hospital St. John, Los Angeles, e não há detalhes sobre a causa da sua morte, porém lutava contra uma leucemia. Ele não estava bem de saúde desde que perdeu sua esposa no ano passado, vítima de cancer.
Seu último album, Dreamweaver (2013, HeadsUp Rec), foi dedicado a ela.

George Duke nasceu em 12 de janeiro de 1946 em San Rafael, California.
Construiu uma sólida carreira, foi um dos pilares do Jazz-Rock e teve forte presença em trabalhos no R&B e no Funk predominante dos anos 70. Gravou vibrantes registros ao lado de Frank Zappa, Jean-Luc Ponty, Stanley Clarke, Billy Cobham, entre muitos outros. Deixa uma grande discografia. Como produtor foi premiado com 6 Grammy e assinou os albuns Sweet Lucy (1977, Capitol Rec) e Don't Ask My Neighbors (1978, Elektra) do nosso Raul de Souza.

"Eu amo a Música. Seja Jazz, Blues ou Funk, o estilo é irrelevante. 
As pessoas tem o direito de gostar de qualquer coisa, 
mas eu tenho o direito de tocar o que eu amo."
George Duke  
George Duke : 1946-2913

LIVING BLUES AWARDS 2013

05 agosto, 2013
Living Blues

Divulgada a premiação da vigésima edição do
Living Blues Awards.

Foram duas frentes de votação, uma pela crítica especializada e outra aberta aos leitores da revista. Mais de 5000 votos e um destaque para Buddy Guy, o grande vencedor desta edição, premiado como artista do ano, melhor vocal, melhor album e melhor livro de Blues que conta sua biografia; e Lurrie Bell, premiado como artista do ano e guitarrista.

Confira os premiados da edição 2013 -

Critics’ Poll

Blues Artist of the Year (Male) : Lurrie Bell
Blues Artist of the Year (Female) : Ruthie Foster
Most Outstanding Blues Singer : Bobby Bland
Most Outstanding Musician (Guitar) : Lurrie Bell
Most Outstanding Musician (Harmonica) : Billy Boy Arnold
Most Outstanding Musician (Keyboard) : Ironing Board Sam
Most Outstanding Musician (Bass) : Bob Stroger
Most Outstanding Musician (Drums) : Kenny Smith
Most Outstanding Musician (Horns) : Eddie Shaw
Most Outstanding Musician (Other) : Dom Flemons - Banjo
Best Live Performer : Lil’ Ed and the Blues Imperials
Comeback Artist(s) of the Year : Jewel Brown and Milton Hopkins
Artist Deserving More Attention : Blind Boy Paxton

Best Blues Albums of 2012

Album of the Year : Mud Morganfield, Son of the Seventh Son (Severn Records)
New Recordings/Contemporary Blues : Joe Louis Walker, Hellfire (Alligator Records)
New Recordings/ Southern Soul : Barbara Carr, Keep the Fire Burning (Catfood Records)
New Recordings/ Best debut : Heritage Blues Orchestra, And Still I Rise (Raisin Music)
New Recordings/ Traditional & Acoustic : Carolina Chocolate Drops, Leaving Eden (Nonesuch Records)
Historical Pre-War : Various Artists, The Return of the Stuff That Dreams Are Made Of  (Yazoo Records)
Historical Post-War : Various Artists, Plug It In! Turn It Up! A History of Electric Blues (Bear Family Records)
Producer of the Year, New Recording :
     Larry Skoller, Heritage Blues Orchestra - And Still I Rise (Raisin Music)
     Bill Dahl, Plug It In! Turn It Up! A History of Electric Blues (Bear Family Records)
Blues Book of the Year : Ernie K-Doe, The Emperor of New Orleans, Ben Sandmel (Historic New Orleans Collection)

Readers’ Poll

Blues Artist of the Year (Male) : Buddy Guy
Blues Artist of the Year (Female) : Janiva Magness
Most Outstanding Blues Singer : Buddy Guy
Most Outstanding Musician (Guitar) : Robert Cray
Most Outstanding Musician (Harmonica) : Charlie Musselwhite
Most Outstanding Musician (Keyboard) : Marcia Ball
Best Live Performer : Lil’ Ed and the Blues Imperials
Best Blues Album of 2012 (New Release) : Buddy Guy, Live at Legends (RCA/Silvertone)
Best Blues Album of 2012 (Historical Recording) : Albert King, I’ll Play the Blues for You (Stax Records)
Best Blues DVD of 2012 : Muddy Waters & Rolling Stones, Checkerboard Lounge Live Chicago (Eagle Vision)
Best Blues Book of 2012 : When I Left Home: My Story, Buddy Guy and David Ritz (Da Capo Press)

Acesse  www.livingblues.com

BUDDY GUY EM DOSE DUPLA

01 agosto, 2013
Buddy Guy Rhythm & Blues
Um lado é Rhythm, o outro é Blues.
Buddy Guy volta ao estúdio com Rhythm & Blues.

É como uma edição comemorativa pelos seus 77 anos de vida e meio século fazendo Blues, mas quem ganha o presente somos nós.
Um album duplo com 21 temas e vários convidados como Beth Hart, Gary Clark Jr, Steven Tyler, Kid Rock, Keith Urban,  Joe Perry e Brad Whitford.
Um colorido especial neste trabalho.
O álbum tem a produção do baterista Tom Hambridge, que também produziu Living Proof (2010) e conquistou o Grammy de melhor álbum de Blues contemporâneo.

Buddy Guy não economizou neste trabalho, colocou energia em uma intensa sessão em que resolveu abrir a guitarra do jeitão que a gente gosta, soando até meio "vintage" em alguns momentos.

A banda base que o acompanha no album é formada por Reese Wynans e Kevin McKendree piano e hammond, Michael Rodhes e Tommy MacDonald baixo, David Grisson guitarra base e Tom Hambridge bateria, além da seção de sopros formada pela Muscle Schoals Horns com Harvey Thompson tenor, Steve Herman trompete, Jim Horn barítono e Charles Rose trombone.



Em entrevista para o site biography.com, Buddy Guy revelou que quando nasceu os únicos sons que ouvia eram o som da natureza na fazenda de sua família e o canto gospel das igrejas locais.
Como não tinha dinheiro para comprar um instrumento, construiu o seu próprio usando um pedaço de madeira, uma lata e fios de arame de uma tela de janela que sua mãe tinha comprado para espantar os mosquitos.
Mudou-se para Chicago em 1957 e fez seu nome no cenário Blues local. Sua grande oportunidade veio
quando foi chamado para tocar com Otis Rush no famoso 708 Club, local que mais tarde se encontraria com Muddy Waters e B.B King.
Uma lenda viva. Quando questionado sobre seu legado, Buddy Guy disse que está vivendo e fazendo o que ele faz de melhor - tocando Blues.

As 5 décadas de boa música deram recentemente a Buddy Guy os prêmios pela Kennedy Center Honors, em reconhecimento àqueles que contribuiram significativamente para a cultura americana; e o NARM Chairman’s Award, por sua realização criativa ao longo de todos esses anos.

Buddy Guy