ELAS : DEBORAH COLEMAN

29 janeiro, 2014
Deborah Coleman nasceu em Portsmouth, Virginia, e cresceu ouvindo música. O pai tocava piano, seus dois irmãos tocavam guitarra e sua irmã tocava teclados; não tinha como ser diferente, naturalmente Deborah tratou de colocar um instrumento em suas mãos e, aos 8 anos, abraçou a guitarra.
Aos 15 anos começou a participar de grupos locais, muito impressionada com o som de Hendrix.

A guitarra realmente fez sua cabeça e logo já estava familiarizada com o som dos Yardbirds, Cream, Jimi Page e Jeff Beck, este que é um dos seus favoritos. O ápice deste encantamento pela guitarra deu-se quando, aos 21 anos, foi a um concerto em que na mesma noite estavam no palco Muddy Waters e John Lee Hooker. Era, definitivamente, o início de uma história.

A inspiração de sua voz vem de Chrissie Hynde, Patti Smith e o lado Blues de Bessie Smith, Janis Joplin e Alberta Hunter.
Inquestionavelmente, Deborah tornou-se uma das mais vibrantes guitarristas femininas, reputação dada a sua energia no instrumento. No início de sua carreira foi premiada com o título de "National Amateur Talent Search", evento promovido pelo Charleston Blues Festival, o que lhe rendeu um contrato com a New Moon Records, onde gravou seu primeiro album solo. Era o primeiro passo antes de assinar com a Blind Pig Records por onde lançou mais cinco albuns, entre eles seu primeiro e fantástico album ao vivo intitulado "Soul it Be!".
Deborah também foi integrante do projeto promovido pela Ruf Records intitulado Blues Caravan - em 2007 ao lado de Roxanne Potvin e Sue Foley com a temática "Blues Guitar Women"; e em 2008 com Dani Wilde e Candye Kane com a temática "Guitars & Geathers".
Foi premiada como melhor guitarrista feminina pela "Orville Gibson Award" e nomeada por seis vezes para o "W.C. Handy Blues Music Award"; além de ganhar destaque em publicações especializadas como a Blues Revue, Living Blues e Downbeat.

Aos 25 anos, Deborah casou-se e colocou a carreira musical em segundo plano para dedicar-se na educação da sua filha.

Assista o tema Don´t Lie to Me, registro do Berm Festival, Suiça, em 2002 -

O INSTRUMENTAL BRASILEIRO, O JAZZ E O BLUES NO GRAMMY 2014

27 janeiro, 2014


Ganhar um Grammy sempre é motivo de muito orgulho. A celebração é pomposa e ganha um sabor muito mais especial quando a nossa Música Instrumental Brasileira é destaque na premiação.
O Trio Corrente, formado por Edu Ribeiro, Paulo Paulelli e Fabio Torres, foi premiado na categoria de melhor album de Jazz latino com Song For Maura (Sunnyside Records), em grupo liderado pelo sax de Paquito D'Rivera.
Concorreram na categoria Roberto Fonseca (Yo, Concord Rec), Omar Sosa (Eggun, Otá Rec), Wayne Wallace Latin Jazz Quintet (Latin Jazz-Jazz Latin, Patois Rec) e Buika (La Noche Más Larga, Warner).

Parabéns para o Trio Corrente !

Confira os premiados do Jazz e Blues -

Melhor solo - Wayne Shorter, Orbits (Without A Net, Blue Note)
concorreram Terence Blanchard com Don´t Run (Magnetic), Paquito D'Rivera com Song For Maura (Song for Maura), Fred Hersch com Song Without Words #4 (Free Flying) e Donny McCaslin com Stadium Jazz (Casting For Gravity)

Melhor album Jazz vocal -
Liquid Spirit, Gregory Porter (Blue Note)
concorreram The World According To Andy Bey, Andy Bey; Attachments, Lorraine Feather; WomanChild, Cécile McLorin Salvant; e After Blue, Tierney Sutton

Melhor album Jazz Instrumental -
Money Jungle: Provocative In Blue, Terri Lyne Carrington (Concord Jazz)
concorreram Guided Tour, The New Gary Burton Quartet; Life Forum, Gerald Clayton;.Jazz
Pushing The World Away, Kenny Garrett; Out Here, Christian McBride Trio

Melhor album Jazz Ensemble -
Night In Calisia : Randy Brecker, Włodek Pawlik Trio & Kalisz Philharmonic (Summit Records)
concorreram Brooklyn Babylon, Darcy James Argue's Secret Society; Wild Beauty, Brussels Jazz Orchestra Featuring Joe Lovano; March Sublime, Alan Ferber; Intrada, Dave Slonaker Big Band

Melhor album de Blues -
Get Up!, Ben Harper With Charlie Musselwhite (Stax)
concorreram Remembering Little Walter, Billy Boy Arnold, Charlie Musselwhite, Mark Hummel, Sugar Ray Norcia & James Harman; Cotton Mouth Man, James Cotton; Seesaw, Beth Hart & Joe Bonamassa; Down In Louisiana, Bobby Rush

Ainda destaque para a cantora Lalah Hathaway, como melhor performande de R&B ao lado de Snarky Puppy com o tema "Something".

O ACID JAZZ PERDE RONNY JORDAN

17 janeiro, 2014
O guitarrista Ronny Jordan., um dos mais expressivos expoentes do movimento Acid Jazz nos anos 90, morre aos 51 anos.

Um líder a frente de um estilo bastante contestado pelos puristas, mas que, de certa forma, ajudou a aproximar o público jovem e outras tribos para a arte maior. A gravadora Blue Note ajudou a alavancar o estilo promovendo grupos que usavam samplers de históricas gravações de Jazz, a mais badalada foi a "Cantaloupe Island" de Hancock, que estourou nas rádios com o grupo Us3.

Ronny Jordan fez a sua parte, integrou inicialmente o Guru Jazzmatazz, que fazia uma fusão moderna do hip-hop e elementos de improvisação, e cujo album tornou-se referência no estilo.
Em seu album solo de estréia, Antidote (1992, Island Rec), recriou uma versão moderna, quase remix, do clássico "So What" de Miles Davis. Jordan era um guitarrista de digitação bastante precisa e cheia de groove, e em seu toque carregava muito das suas principais influências - os guitarristas Wes Montgomery, Grant Green e George Benson.
Jordan assinou com a Blue Note onde lançou dois albuns, A Brighter Day (1999), que foi nomeado para o Grammy, e Off the Record (2001).


Ronald Lawrence Albert Simpson nasceu em 29 de novembro de 1962 em Londres.
Autoditada, começou a tocar aos 4 anos de idade e aos 7 já frequentava os grupos musicais na igreja, levado pelo pai. Descobriu o Jazz aos 13 anos e mais tarde, já como profissional, tornou-se um dos guitarristas mais solicitados do cenário jazzístico londrino. Apesar de ser um amante do Jazz, era admirador do som setentão do Sly & The Family Stone, Funkadelic, Earth Wind and Fire e Tower of Power.
Foi premiado guitarrista do ano pela Gibson Guitar Jazz Award e pela MOBO Award na categoria Jazz.

Ronny Jordan : 1962-2014

TEM BRANQUELO NO FUNK

07 janeiro, 2014
Prostituíram o nome, mas aqui Funk é coisa séria !
A verdade é que o bom, velho e verdadeiro estilo não deixa ninguém ficar parado. O ritmo que tem na origem a voz e o super grupo de James Brown é eterno, e ganhou espaço numa época de transição entre os anos 60 e 70 em meio a tanta psicodelia do mundo do Rock. É o balanço caracterizado pela marcação rítmica da guitarra, pelos ataques dos metais, pelas interjeições vocais, e o resultado é contagiante.
Uma onda que se espalhou pelo mundo, a Black Music, e ainda hoje cultua uma adoração muito forte.

Nils Landgren

Um dos representantes do estilo é branquelo, é trombonista e nasceu na Suécia - Nils Landgren.
Sua Funk Unit já tem estrada e uma ampla discografia desde a criação do grupo em 1992, quando ganhou destaque dois anos depois no Jazzbaltica Festival, e que rendeu um registro ao vivo no album Live In Stockholm (ACT, 1995), que teve como convidado ninguém menos que Maceo Parker.
Ainda fizeram outro registro ao vivo no festival de Montreux em 2008 e já somam 6 albuns de estúdio - Paint It Blue (1996); 5000 Miles (1999); Fonk Da World (2001); Funk ABBA (2004), um tributo Funk ao grupo pop sueco; License to Funk (2007); Funk for Life (2009); e o recente Teamwork (2013).
Todos lançados pela gravadora ACT.

Além de composições próprias, o grupo revive em seus albuns a magia de Fred Wesley (House Party), os irmãos Adderley - Cannonball e Nat (Inside Straight, Primitivo e Walk Tall), Joe Zawinul (Mercy, Mercy, Mercy) e até Doors (Riders on the Storm), sempre com muito balanço.

A formação da Funk Unit traz, além do líder, Magnum Coltrane Price no baixo, Magnus Lindgren e Jonas Wall nos sopros, Sebastian Studnitzky no trompete e teclados, Andy Pfeiler na guitarra e Robert Mehmet Ikiz na bateria; e no recente album Teamwork, Landgren contou com as participações de Joe Sample no piano rhodes, Wilton Felder no sax e Till Brönner no trompete.
Teamwork está nomeado para o prêmio Grammis, algo como o Grammy americano, só que exclusivo para o cenário musical sueco, evento ocorre no mês de fevereiro. Landren recebeu o prêmio honorário em 2012.

O grupo é sensação na Europa e já recebeu o título de melhor grupo Funk do continente. E mérito para o líder, que é um extraordinário músico e tem excelentes trabalhos na linha do Jazz com seu sopro e sua voz cool, fora do padrão tradicional, dando a ele a referência de ser o "Chet Baker do trombone".

Nils Landgren começou tocando bateria aos 6 anos e aos 13 descobriu o trombone. No início estudou música clássica, mas partiu partiu para o estudo da improvisação e encontrou seu próprio estilo de tocar.
Artista exclusivo da fabricante Yamaha, é endorsee da marca e seu instrumento é um "dualbone trombone" assinado para ele, na cor vermelha, o que lhe dá o título de "Red Horn".
Para Landgren, a Música não conhece fronteiras, Música é liberdade.

Mais sobre Nils Landgren em  www.nilslandgren.com

Assista Get Serious Get A Job, performance no Alfa Jazz Fest 2013, Ucrania -

Teamwork