A CONEXÃO SOUL DA IGOR PRADO BAND

13 janeiro, 2017
A Igor Prado Band mais uma vez mostra excelência em seus trabalhos, dessa vez com o disco The Soul Connection ao lado do organista austríaco Raphael Wressnig
O disco já é destaque no cenário internacional e foi eleito o melhor na categoria soul-blues na premiação da Blues Junction dos lançamentos de 2016. Não podia ser diferente, quando você junta hammond e guitarra, ainda mais pelas mãos de dois extraordinários músicos, o resultado é puro veneno, e aqui com a força do blues, do soul e do R&B contagiando e entusiasmando os ouvidos daqueles que gostam de boa música.

"The Soul Connection" traz no repertório 13 composições, promovendo uma verdadeira conexão de estilos entre o blues, o swing jazz, o soul e o funk. Igor Prado assina 2 temas - "No-La-Fun-Ky" e 
"The Faceslap Swing Nr.05"; Wressnig assina "Turnip Greens"; as demais marcam por interpretações clássicas como em "Don’t Cry No More", "Turning Point", "Suffering with the Blues", "My Love is", "Trying to Live my Life Without You", eternizadas pelas vozes de Bobby Bland, Tyrone Davis e Otis Clay e aqui protagonizadas por Willie Walker, David Hudson e Leon Beal.

Além de Igor Prado na guitarra e Raphael Wressnig no hammod, o grupo traz Rodrigo Mantovani no baixo, Yuri Prado na bateria, Sidmar Vieira trompete e Sax Gordon no tenor, barítono e também nos arranjos de sopros. 
O disco foi gravado em duas sessões em fevereiro e novembro de 2015 no Rootsans Studios e no Prado Studios, ambos em São Paulo; e tem a produção de Igor Prado, Raphael Wressnig e Chico Blues.

"The Soul Connection" foi lançado na Europa em CD e LP pelo selo Pepper Cake Records; e por aqui pelo selo Chico Blues, e a grande novidade é que também foi lançado em LP no mercado nacional.


Com a palavra, Igor Prado -

Hammond e guitarra é uma combinação explosiva. Como você e Rafael Wressnig começaram tocando juntos?
Adoro essa formação, nos últimos anos quase todos os trabalho que eu toco tem guitarra e B3. Tudo o que envolveu os dois instrumentos me fascina desde Jimmy Mcgriff, Billy Preston, passando por Deep Purple a Soulive. Começamos a tocar junto numa tour na Europa juntamente com o Sax Gordon no renomado Festival Porretta Soul, na Itália abrimos uma das noites nesse festival que é bem calcado na galera "old school black" de Memphis, e foi uma mega honra conviver aqueles dias ao lado de Lattimore, Bobby Rush, David Hudson, Toni Green, etc. Foi dai que saiu a ideia do Hudson cantar no nosso disco também.

"Way Down South" chegou ao topo na execução das rádios e foi nomeado ao Blues Music Awards; agora "Soul Connection" ganha destaque novamente como melhor disco de soul-blues. Como surgiu a ideia do registro dessa sessão?
A gente já estava querendo gravar algo juntos, digo eu e o Raph; então no ano passado em uma tour com o Willie Walker entramos em estúdio dois dias e registramos o que seria um álbum mais de R&B em tributo ao Little Willie John, mas ao mesmo tempo começamos a escrever umas coisas mais funk instrumentais e gravamos também sem pretensão. Outro fato curioso é que estávamos em contato com a manager do Otis Clay para ele gravar um som do Willie John, mas nesse meio tempo o Clay faleceu, daí resolvemos colocar mais soul no álbum, registramos "Trying to Live My Life Without You", canção bem marcante dele, e decidimos fazer um álbum variado de soul, R&B e blues. O nome "The Soul Connection" às vezes confunde pois não é um disco somente de soul, mas tem bastante ali no contexto, o nome é mais uma brincadeira da nossa conexão de coisas que gostamos em comum e e também o fato de estarmos direto em aeroportos fazendo conexão em voos, além, também, por causa de ter gostos afinidades muito parecidas.
O approach do disco comercialmente dessa vez está totalmente voltado ao mercado Europeu, lançamos por um selo da Alemanha e aqui no Brasil pelo selo do Chico Blues, mas toda a media/marketing do álbum foi feito voltado para o mercado europeu. Nos EUA o álbum saiu somente importado sem nenhuma divulgação em massa igual o "Way Down South", mas estamos preparando um álbum novo da banda (Igor Prado Band) para ser lançado nos EUA, aguardem novidades.

Que equipamentos você usou nessa sessão?
Usei a velha Strato de guerra com dois z90s, pickups da harmonic design e uma Guild Starfire IV, bem parecida com aquela que o Buddy Guy usou no final dos 70. Aliás esse álbum foi 80% gravado com a Guild. De amps, usei um Super Reverb Reedição e o Fender Pro Jr ligado na caixa com 2x12' Weber California Speakers.
Gravamos ao vivo todos na mesma sala e usamos um Hammond B3 e Caixa Leslie.

O soul e R&B tem bastante presença em seus trabalhos; e você sempre tem ao seu lado vozes como Curtis Salgado, JJ Jackson, Tia Carrol, Annika Chambers, entre muitas outras. De que forma você define essa fronteira com o blues?
Ah sim, se você pegar o "Watch Me Move" de 2009 tem muito soul ali; até o primeiro álbum, o "Upsidedown" tem umas bonus track meio funk que não tinha nada a ver com o disco e eu já quis colocar na época em 2007. Sempre curtimos muito funk, R&B e soul music desde o começo, pra mim está tudo interligado não consigo mais separar blues do soul e do R&B.

Obrigado Igor Prado, e sucesso.

Você pode adquirir o disco "The Soul Connection" aqui.



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