SAUDADE MARAVILHOSA

10 março, 2017
O compositor e arranjador Mario Adnet apresenta novo disco intitulado Saudade Maravilhosa, trazendo um repertório quase todo autoral - das 10 composições, 8 delas são originais, e ainda uma regravação de "Viver de Amor" (Toninho Horta e Ronaldo Bastos) e uma versão bem abrasileirada do clássico standard "Caravan" (Ellington). Ao seu lado estão Marcos Nimrichter no piano e rhodes, Jorge Helder no contrabaixo e Rafael Barata na bateria; com as participações muito especiais de Armando Marçal na percussão, Leonardo Amuedo e Ricardo Silveira nas guitarras, Eduardo Neves na flauta e sax, Aquiles Moraes no trompete, Cristiano Alves no clarinete, Everson Moraes no trombone e a voz de João Cavalcanti.


No repertório, a abertura com "Ancestral", tema de influência afro e cuja linha de contrabaixo, sequência de acordes e rítmica foram ouvidas em sonho por Adnet, um belo solo de Aquiles e a presença da percussão de Marçal; "Cecilia no parquinho" é um choro feito para sua neta, em destaque a flauta de Eduardo Neves e o clarinete de Cristiano Alves; o tema título, nome sugerido por Bernardo Vilhena. é uma descrição de um Rio que, hoje, só existe mesmo na saudade, aqui a participação da guitarra de Ricardo Silveira; "Flor do dia", com introdução no violão por Adnet, é dedicada às mulheres de sua família; "Azul da Tarde" é uma balada, como um blues, introduzido pelo piano de Nimrichter e novamente em destaque o clarinete de Cristiano Alves na condução da melodia; "Valsa do baque virado" traz letra e voz de João Cavalcanti; "Viver de Amor" foi composta em 1980 por Toninho Horta presente em dois discos - "Terra dos Pássaros" e "Durango Kid", além de versões de Milton e Luciana Souza, aqui com a guitarra de Leo Amuedo; "Chorojazz" é um regravação do próprio Adnet, original do disco "Para Gershwin e Jobim"; "Sambaqui", como o título sugere, é um samba também regravado por Adnet, aqui com outro nome, original do disco "Rio Carioca", e as duas guitarras de Silveira e Leo em um belo diálogo; fecha o disco a clássica "Caravan", aqui com uma roupagem muito particular em que Adnet dedica a Moacir Santos, a quem ele chama de Duke Ellington brasileiro.

Adnet, ao longo da sua carreira, sempre trabalhou o repertório de outros compositores como Jobim, Villa-Lobos e Baden, além de fundador da extraordinária Orquestra Ouro Negro, que celebra a música de Moacir Santos. Esses trabalhos o levaram por 4 vezes ao Grammy Latino - em 2006 com "Choros e Alegrias" com composições inéditas de Moacir Santos, produzido com o saxofonista Zé Nogueira; em 2013 com "Um Olhar sobre Villa-Lobos"; em 2015 com "Dorival Caymmi Centenário"; e em 2016 com "Jobim Jazz ao vivo". Como ele mesmo afirma, esses trabalhos permitem a ele ter um leque maior de opções, trabalhando de forma independente e não preocupado com sua própria arte, mas também com produção e arranjo.



"Saudade Maravilhosa" foi gravado no estúdio da Biscoito Fino nos meses de junho e julho de 2016.
A bela capa é uma obra em acrílico sobre tela de Guilherme Secchin de nome "Pedra Bonita Mario e Tom", e o disco traz um super encarte com detalhes de todas as composições e fotos de Daryan Dorneles e Gabriel Pinheiro.

Você pode adquirir o disco nas unidades do SESC e em sua livraria na internet.