DOWNBEAT READERS POLL 2017

09 dezembro, 2017
DownBeat anunciou os premiados da edição 82 do seu Readers Poll. Como sempre, sem muitas novidades, destacando os artistas que já estão consolidados na cena musical do jazz. Nesta edição, o destaque fica com o trompetista Wynton Marsalis que alcançou o Downbeat Hall of Fame, antes tarde do que nunca.
Ainda, um resgate para Diana Krall como vocal feminino e para novo disco "Turn Up The Quiet"; e novamente a garotada do Snarky Puppy como grupo, sempre quebrando tudo. Vale também destacar o resgate histórico do disco do Bill Evans Trio - "On A Monday Evening", gravado pelo em 1976 ao lado de Eddie Gomez e Eliot Zigmund. Saindo do universo do jazz aparecem Buddy Guy, Taj Mahal e Jeff Beck.

Confira os premiados -

Hall of Fame: Wynton Marsalis
Jazz Artist: Chick Corea
Jazz Group: Snarky Puppy
Big Band: Maria Schneider Orchestra
Trumpet: Wynton Marsalis
Trombone: Trombone Shorty
Soprano Saxophone: Wayne Shorter
Alto Saxophone: Kenny Garrett
Tenor Saxophone: Chris Potter
Baritone Saxophone: James Carter
Clarinet: Anat Cohen
Flute: Hubert Laws
Piano: Herbie Hancock
Keyboard: Herbie Hancock
Organ: Joey DeFrancesco
Guitar: Pat Metheny
Bass: Christian McBride
Electric Bass: Stanley Clarke
Violin: Regina Carter
Drums: Jack DeJohnette
Percussion: Sheila E.
Vibraphone: Gary Burton
Miscellaneous Instrument: Béla Fleck (banjo)
Female Vocalist: Diana Krall
Male Vocalist: Gregory Porter
Composer: Maria Schneider
Arranger: Maria Schneider
Jazz Album: Diana Krall, "Turn Up The Quiet" (Verve)
Historical Album: Bill Evans Trio, "On a Monday Evening" (Fantasy)
Record Label: Blue Note
Blues Artist or Group: Buddy Guy
Blues Album: Taj Mahal & Keb Mo, "TajMo" (Concord)
Beyond Artist or Group: Jeff Beck
Beyond Album: Leonard Cohen, "You Want It Darker" (Columbia)

https://www.downbeat.com

BLUES: THE BACKSEAT MUSIC

03 dezembro, 2017
O jornalista Eugênio Martins Junior apresenta o livro
Blues: The Backseat Music, uma coleção de 40 entrevistas realizadas em 10 anos de trabalho cobrindo shows e festivais.
Para o autor, o objetivo é contar uma história que ainda não foi contada e não carrega a ambição de ser uma obra definitiva sobre o blues no Brasil, muito menos tem a função didática de explicar como e por que o gênero surgiu, o que outros livros já fazem com muita competência. Afirma ainda que, assim como tocar blues, escrever sobre o gênero no Brasil não é fácil.

O livro está dividido em 2 partes - artistas nacionais e internacionais, e traz entrevistas com Celso Blues Boy, André Christovam, Igor Prado, Jefferson Gonçalves, Nuno Mindelis, John Hammond, Lynwood Slim, Duke Robillard, Shemekia Copeland, Larry McCray, e muitos outros. Ao mesmo tempo em que coloca o leitor dentro da cena, conta a história daqueles que não só carregam o piano, mas também a guitarra, o baixo, a bateria, o case de harmônicas e o hammond B3. De teatro em teatro, de bar em bar. Ao ler esta coletânea de entrevistas, você vai entender o porquê do título.

O prefácio do livro foi escrito por Nuno Mindelis.
"Blues: The Backseat Music" é um lançamento da Editora Ateliê de Palavras.

Com a palavra, Eugênio Martins Junior -

Como surgiu a ideia do livro?
Quando eu percebi que, por conta do meu trabalho na produção, poderia extrair informações exclusivas dos músicos, contar histórias da estrada, do blues no Brasil e o que estava acontecendo em termos musicais, mostrar a cena do blues.

De todas as entrevistas, qual foi a mais desafiadora?
Em vários níveis de dificuldade, porque umas eu já estava viajando com o artista, outras porque é difícil falar com o cara - a do Corey Harris, por que ele é um pouco desconfiado com os brancos, mas tem lá suas razões.
Outra, por ser um ídolo de infância, a do John Paul Hammond, no festival de Rio das Ostras que você estava. Além de ter sido um prazer, a entrevista foi na beira da piscina, rolando um som; e outras duas que vão estar no volume 2 do livro, a do capo da Alligator Records e do gaitista da banda Mississippi Heat, Pierre Lacocque.

No prefácio, escrito por Nuno Mindelis, ele cita a expressão “o blues vai te pegar”. 
Quando o blues te pegou?
A primeira vez que ouvi a palavra blues foi no filme "A Rosa", com a Bette Midler e o Kris Kristoferson. Mas o meu primeiro disco de blues foi "Ao Vivo Em Montreux" com Buddy Guy e Junior Wells, foi uma revelação. Logo depois eu fui ao festival de blues de Ribeirão Preto e vi o Albert Collins ao vivo e o John Hammond e o Buddy Guy em Santos.

Você, além do grande conhecimento música, também é um produtor e empreendedor.
Como você vê a formação de novos públicos para o movimento do blues?
Cara, pra ser sincero, não existe formação. É só você ver o que está acontecendo com a cultura no Brasil. O desmonte que está acontecendo. Orquestras sendo encerradas, aqui na baixada santista temos quatro teatros fechados. Você vê, esse ano o festival de Rio das Ostras não vai acontecer. O Bourbon Fest também está com dificuldade e talvez não aconteça. Eu faço bem menos shows de blues do que antes, a gente nada contra a correnteza. A grande mídia nacional optou pelo lixo cultural. Quando eu era adolescente não passava um dia sem conhecer uma banda nova. E olha que naquela época não existia internet. O jovem de hoje está anestesiado por uma tela,  a música hoje é só a trilha sonora da balada. Eles nem estão aí pra quem tá tocando. Não leem um livro!

Obrigado Eugênio Martins Junior, e sucesso.

Você pode adquirir o livro diretamente com o autor pelo e-mail contato.mannishboy@gmail.com e pelo site da Editora Ateliê de Palavras